Passatempo, passa o tempo

09/01/2009 § 2 comentários

passatempo passa o tempo

E quem disse que não é bom assistir um filme mais “light”, de vez em quando? Obras que tendem a nos proporcionar uma possibilidade reflexiva e que surgem como um frescor no meio da massa, são totalmente consideráveis e importantes, mas ninguém pode viver apenas vendo “filmes cabeções”. Ok, tem gente que é tão indie-cabeçuda que realmente consegue, embora isso não me pareça ser algo tão legal quanto se julga por aí.

Bendito Fruto é um filme brasileiro que não têm importância claramente marcada dentro da trajetória do cinema brasileiro, embora isso não seja um defeito. É uma realidade que eu só assisti porque estava sem fazer nada nesta quinta-feira, e me deparei com ele numa das sessões de cinema da Rede Globo. Já havia ouvido falar nele, mas é preciso assumir que nunca assistiria por vontade própria, embora não seja de completo ruim. Afinal, que mal tem um filme não querer “mudar o cinema” ou o mundo, e apenas ser simpático, palatável e honesto? É um lado, que me parece, é deixado de lado pelas pessoas. O filme pode ser um sucesso de crítica ou de bilheteria, mas e os outros filmes?

Mas para finalizar esse texto, sobre um filme de puro entretenimento, não vou ficar me alongando mais. É um filme onde o tempo passa, os personagens mudam e ainda vivem presos ao passado, como uma marca que todos nós carregamos conosco. E se no final, eles conseguem romper com esses laços tão tristes e nostálgicos, neste momento eu também deixo pra lá um pouco do meu estilo duro e fico mais maleável, pois é bom não ter o que pensar às vezes.

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Título: Bendito Fruto
Direção: Sérgio Goldenberg
Elenco: Zezeh Barbosa, Otávio Augusto, Vera Holtz, entre outros.
Ano: 2004

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§ 2 Responses to Passatempo, passa o tempo

  • Kattie diz:

    eu assisti esse filme na globo…dia desses.
    e curti, principalmente e claro, por tudo o que vc questionou aí em cima.
    Gosto de assistir filmes que não queiram mudar o mundo, mas somente mostrar algumas teias emocionais e psíquicas cotidianas.

    O fato do du moscovis estar no filme não me abalou, eu juro.

    lindodemorrê!

  • coolturaurbana diz:

    Fala Shin!

    Cara, nao vi o filme…lembro que vi a propaganda qd ia passar na Globo, mas acabei nao vendo.
    Concordo que as vezes dah pra gente se desarmar um pouco e ver um filme apenas para nos entretermos…sem que pra isso seja necessário despejarmos o cérebro na descarga haha.
    Ainda dentro do cinema nacional, um filme que eu vi (há quase um ano…quando tava me recuperando da cirurgia no nariz e peguei uns filmes la da produtora pra assistir hehe) e é meio nesse esquema é O Príncipe, com roteiro e direção do Ugo Giorgetti. Não eh um puuuuta filme nem vai mudar sua vida, mas ele levanta umas questões interessantes. O personagem principal não é dos mais cativantes haha…mas tem uns coadjuvantes que dão uma graça. Enfim, recomendo…tenho certeza que pelo menos vc nao vai querer seus 100 minutos de volta no final.

    Abraço!
    João

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