Japan Pop Show

28/02/2009 § Deixe um comentário

japan pop show

Pra fechar o mês vou escrever sobre o álbum que anda tirando meu pé do chão: o disco de diversos gêneros Japan Pop Show, do Curumin (Luciano Nakata). Eu tenho ouvido insanamente este disco esse mês, apesar de ouvir algumas músicas e gostar do som desde outubro do ano passado. Vai ser um pouco difícil escrever por isso mesmo, essa proximidade que eu já tenho, mas vamos lá!

Quando eu li a crítica desse álbum na Folha de São Paulo, eu fiquei bem interessado, pois na época eu já estava todo viciado em samba e o que se dizia na crítica era algo como “uma reinvenção do samba”, algo do tipo. Talvez reinvenção seja um termo forte demais, mas que Curumin faz uma grande mistura e trás elementos do samba, com grande propriedade e capacidade, isso é inegável. De qualquer forma, depois disso fiquei louco atrás do disco, e graças ao meu grande fornecedor de músicas novas e diferentes, Augusto, eu comecei a ouvir o bendito disco.

E que surpresa! Sabe aquela coisa de música que te completa, que faz você sentir bem e blá blá blá? Pois é, foi assim que eu me senti. De imediato fiquei doido por Sambito (Totaru Shock), um samba-rock dos bons, e cantado em japonês… estranho, mas muito engraçado! Depois comecei a ouvir Caixa-Preta e Japan Pop Show. Até aí normal, quase fui num show dele no Sesc Vila Mariana, mas perdi a hora! Tive que esperar até o Planeta Terra, quando eu fiquei realmente fã do cara. Fantástico, energético, pulsante! Depois desse show, Magrela Fever e Compacto grudaram na minha cabeça, e Salto no Vácuo com Joelhada virou o toque do meu celular!

E qual é a sensação de tudo isso, afinal? Não sei explicar, mas gosto de ouvir esse disco sempre, alguma coisa inexplicável acontece, é bom e me inspira. Se eu fosse um músico procuraria seguir caminhos parecidos, então pode ser que eu fique tão satisfeito por uma relação de comparação-idealização-projeção. Mas o que importa mesmo é que a música é de extrema qualidade e faz bem ouvir no ônibus, no trem, em casa no dia quente, nas noites de lua amarela.

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Álbum: Japan Pop Show
Artista: Curumin
Ano: 2008

Faixas:
1. Salto no Vácuo com Joelhada
2. Dançando no Escuro
3. Compacto
4. Magrela Fever
5. Kyoto
6. Japan Pop Show
7. Mistério Stereo
8. Saída Bangu
9. Mal Estar Caro
10. Caixa-Preta
11. Sambito (Totaru Shock)
12. Esperança
13. Fumanchu

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O poder do jogo

26/02/2009 § 1 Comentário

bloxorz

E lá vamos nós, estreiando mais uma categoria de posts aqui no nosso blog favorito de variedade, arte e cultura! Hoje a vez é da categoria multimídia & internet, que na real eu faço a menor idéia do que eu vou postar, mas…           que seja! A idéia surgiu hoje mesmo por causa de um vício louco que me acometeu nessas últimas horas, o jogo Bloxorz, que faz parte do portal Albino Black Sheep.

Eu não sou muito fã de jogar na internet, por saber da febre e do vício que me acometem caso eu comece a jogar. Desta vez eu cedi e fui olhar, ver como era… porque também, joguinhos imbecis são outra coisa que me irritam. Aí quando eu vi que o lance nesse game era diferente, eu mudei de cabeça e estou jogando até agora!

A coisa toda é muito simples e eu não vou ficar explicando nada aqui, mas o jogo me lembrou de uma reportagem que eu vi esses dias na tv (e viva a crise me deixando plantado em casa!), a tal matéria dizia que devemos exercitar a mente, assim como os músculos, para não atrofiarem e toda aquela coisa que vocês podem imaginar. O interessante é que ela falava de coisas muito simples para fazer os exercícios, e entre as coisas uma era brincar com esses jogos de lógica, que realmente botam a cabeça pra funcionar! Ou seja: me viciei e não fiquei me sentindo mal por ficar perdendo meu tempo jogando! =)

De qualquer maneira, agradeço Adelita, por me apresentar esse jogo e fomentar, mais uma vez, o Interessa?! E boa diversão a quem for se aventurar nesse joguinho do capeta! (Caso você não tenha visto o link para o jogo, lá em cima, no nome do jogo, clique nesse último link para acessá-lo!)

Que Belo Estranho Dia Para Se Ter Alegria

26/02/2009 § 1 Comentário

roberta sa

Sei que hoje já não é mais carnaval, nem mesmo quarta-feira de cinzas (dia que eu tinha programado de postar sobre esse álbum), mas vamos seguindo de boas intenções e postando sobre o álbum que praticamente me trouxe de volta para o samba, o segundo disco (oficial) da cantora       Roberta Sá: Que Belo Estranho Dia Para Se Ter Alegria.

Eu já nem lembro direito o que houve depois desse disco, mas anteriormente eu havia recebido de uma tia minha uma remessa de discos de cantoras novas e promissoras na cena musical brasileira, entre os discos estava esse aqui. A paixão, como na maioria das vezes pra mim, não surgiu por completo e repentinamente. Primeiramente me viciei em duas músicas: Interessa? (sim, foi daí que eu tirei o nome do blog) e Janeiros. As primeiras cinco músicas do álbum são bem chamativas e logo eu ouvia sem parar. Por conseqüência fui ouvindo o resto do álbum e me apaixonando, destaque para: Laranjeira, Novo Amor e Samba de Um Minuto.

Fica difícil escrever sobre algo que eu goste tanto, é verdade, ainda mais escrever as sensações e tudo mais, mesmo porque já faz mais de um ano que eu enlouqueci ouvindo Roberta Sá! Aí depois virei um fanático por ela, assisti um show no Sesc Santana, delirei achando que ela tinha piscado pra mim e quase mandei flores pra ela. Foi um lance bem forte! Acho que por tudo isso, todos esse poder, que dentro de mim (re)despertou esse amor pela música brasileira, que tinha ficado de lado por causa da cena indie que me dominou nesses anos de faculdade.

Sendo daqui ou de lá, o poder da música é sempre encantador. É a arte próxima. É a arte pessoal, poética e intransferível, e que está altamente ligada a nossa tradição cultural. Para mim, é o samba. Inclusive, isso me lembra uma coisa engraçada: eu estudei violoncelo por um tempo, por puro amor, afinal nunca tive pretensões maiores. De qualquer modo, apesar de adorar esse instrumento, eu me sentia, intimamente, distante, e sem saber o porquê. Agora tudo é claro, a coisa aqui dentro é mais popular, é mais quente, é mais raiz.

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Álbum:
Que Belo Estranho Dia Para Se Ter Alegria
Artista:
Roberta Sá
Ano:
2007

Faixas:
1. O Pedido
2. Alô Fevereiro
3. Interessa?
4. Mais Alguém
5. Janeiros
6. Fogo e Gasolina
7. Belo Estranho Dia de Amanhã (vídeoclipe da música)
8. Cansei de Esperar Você
9. Laranjeira
10. Samba de Amor e Ódio
11. Novo Amor
12. Samba de Um Minuto
13. Girando na Renda

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p.s.: Ainda sobre samba, mas não Roberta Sá: o site da escola de samba         X-9 Paulistana, tem seus sambas-enredo dos últimos anos para ouvir no próprio site. Bem bacana e ficadica para as outras escolas! Atenção ao samba de 1997, que é um dos sambas que marcaram minha infância. =)

Opressão e homossexualismo no cinema… clássico

24/02/2009 § 1 Comentário

milk

Continuando minha missão pró-carnaval indie/cult (mas vejam bem, eu adoro samba!), ontem eu fui ver o filme que deu o segundo Oscar de melhor ator para Sean Penn: Milk. Eu até fui com algumas expectativas, afinal já tinha falado falar bem do filme e de Gus Van Sant, cuja obra eu desconhecia/desconheço. Bom… eu vi Elephant em algum momento da minha vida, mas já apaguei a maior parte das informações…

Uma coisa que eu li sobre o filme, que me deixou com uma vontade a mais de ir assistir foi uma declaração do próprio diretor. Ele disse que foi por causa de Harvey Milk (o personagem biografado) que ele saiu do armário. Isso aumentou minha vontade e lá fui eu. Também eu sempre gosto dessas histórias de “minorias”, sempre têm um tom dramático e querem te fazer pensar blá, blá, blá! Pois que eu pensei que encontraria tudo isso, mas não.

O filme na tentativa de não assumir nenhum partido que fica até meio chato. Em um determinado momento eu me perguntei: não acaba nunca? E a mulher ao meu lado… roncando! As sensações são cortadas, a luta de Milk não envolve suspenses e principalmente, não te envolve. É um ensaio, correto, milimétrico, quase documental. Se não houvesse Sean Penn e Josh Brolin, principalmente, o filme seria lançado no limbo com muita facilidade (e na realidade, acho que vai ser lançado logo mais).

E cadê o filme em si? Bem, ele tem sua história, seus altos e baixos, mas que eu vou deixar de lado por aqui, já que a idéia é sempre falar sobre as sensações. Engraçado tudo isso, num filme que fala sobre preconceitos e opressões do sistema social. De qualquer forma, como pra mim toda essa estrutura “travada” cortou um monte de possíveis sensações, revelo as únicas coisas que surgem como mensagens/sensações: a perseverança e a esperança.

Ninguém vive num lugar que seja perfeito e idílico, e a luta por um lugar melhor é constante, e é nisso que Milk trás a sua força. Num resumo que caberia em 15 minutos, lhes digo: é a entrega para um ideal, a luta que provoca a força da vida, é a esperança que pode iluminar a sociedade. Que tenhamos força pra nunca perdermos a esperança, deixando assim a luz se apagar.

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Título: Milk – A Voz da Igualdade
Título Original: Milk
Direção: Gus Van Sant
Elenco: Sean Penn, Josh Brolin, Emile Hirsch, James Franco, entre outros.
Ano: 2008

Homens e vidros

23/02/2009 § 1 Comentário

Zoológico de Vidro

Nessa última sexta-feira eu comecei o meu carnaval de um jeito bem indie/cult intelectualizado: fui assistir no Sesc Consolação o espetáculo Zoológico de Vidro, do dramaturgo norte-americano Tennessee Williams. Tudo já indicava que seria uma boa experiência, pois as críticas que eu havia lido eram bem positivas e talz. Pois bem… estou impressionado até agora.

Praticamente toda a força do espetáculo está nos atores, que constituíram por meio de uma escolha estética do exagero e do cômico, uma força de vitalidade e violência, algo maravilhosamente melancólico. Cada perfil e problema que tornava-se visível, tinha um contra-ponto na comédia, que fez o público gargalhar (não escondo que isso me deixou furioso). Como acontece aqui no “mundo de fora”, o riso era apenas um meio de esconder da platéia a amargura de cada um dos personagens em cena.

A sensação era de extrema fragilidade, não do ser humano apenas, mas das relações e sentimentos. O desejo que força a razão, a nostalgia que massacra a realidade, o exagero dos esteriótipos que intensifica o nonsense da humanidade, e por fim o vidro, símbolo do homem: ideal, belo, luminoso, transparente… forte e frágil. E toda a força da peça cabe numa frase, dita pelo único personagem que não constitui a família em jogo: “Eu não sou de vidro”, diz para a menina que coleciona miniaturas de vidro.

E quando as luzes se apagaram, a minha vontade era de seguir os passos de Tom Wingfield, o personagem que se escraviza pela família e não pode viver a vida, senão pela tela do cinema, a válvula de escape imagética. Sua decisão é a fuga real, ir viver essas aventuras cinema na vida real. E como fantasmas, o passado ainda ecoa, mas foi sua escolha, sua sina e seu caminho.
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Título: Zoológico de Vidro
Título Original: The Glass Menagerie (também traduzido como “À Margem da Vida”)
Autor: Tennessee Williams
Direção: Ulysses Cruz
Elenco: Cássia Kiss, Kiko Mascarenhas, Karen Coelho e Erom Cordeiro.
Ano: 2009
(Até 1/3/2009 – ingressos esgotados)

Nova roupa nova

22/02/2009 § 2 comentários

nova roupa nova

Depois de mais de um mês de abandono, cá estou e de volta!

Esse tempo todo foi um momento para repensar a vida, e eu praticamente não voltei a este blog. Pra quem é leitor e gosta dos textos aqui, deve agradecer Adelita Muscovicchi! Minha grande amiga que deu um tapão na minha cara e me empurrou para voltar.

Além disso, decidi fazer esse blog com mais leveza. Na real é algo que penso em levar pra vida como um todo. Afinal, porque ser tão sisudo e sério? Afinal, qual é a minha intenção aqui? Me tornar um crítico? Acho que não.

Pois bem, estamos aqui de volta, por tempo indefinido. Bem vindos de volta!

=)

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