Opressão e homossexualismo no cinema… clássico

24/02/2009 § 1 Comentário

milk

Continuando minha missão pró-carnaval indie/cult (mas vejam bem, eu adoro samba!), ontem eu fui ver o filme que deu o segundo Oscar de melhor ator para Sean Penn: Milk. Eu até fui com algumas expectativas, afinal já tinha falado falar bem do filme e de Gus Van Sant, cuja obra eu desconhecia/desconheço. Bom… eu vi Elephant em algum momento da minha vida, mas já apaguei a maior parte das informações…

Uma coisa que eu li sobre o filme, que me deixou com uma vontade a mais de ir assistir foi uma declaração do próprio diretor. Ele disse que foi por causa de Harvey Milk (o personagem biografado) que ele saiu do armário. Isso aumentou minha vontade e lá fui eu. Também eu sempre gosto dessas histórias de “minorias”, sempre têm um tom dramático e querem te fazer pensar blá, blá, blá! Pois que eu pensei que encontraria tudo isso, mas não.

O filme na tentativa de não assumir nenhum partido que fica até meio chato. Em um determinado momento eu me perguntei: não acaba nunca? E a mulher ao meu lado… roncando! As sensações são cortadas, a luta de Milk não envolve suspenses e principalmente, não te envolve. É um ensaio, correto, milimétrico, quase documental. Se não houvesse Sean Penn e Josh Brolin, principalmente, o filme seria lançado no limbo com muita facilidade (e na realidade, acho que vai ser lançado logo mais).

E cadê o filme em si? Bem, ele tem sua história, seus altos e baixos, mas que eu vou deixar de lado por aqui, já que a idéia é sempre falar sobre as sensações. Engraçado tudo isso, num filme que fala sobre preconceitos e opressões do sistema social. De qualquer forma, como pra mim toda essa estrutura “travada” cortou um monte de possíveis sensações, revelo as únicas coisas que surgem como mensagens/sensações: a perseverança e a esperança.

Ninguém vive num lugar que seja perfeito e idílico, e a luta por um lugar melhor é constante, e é nisso que Milk trás a sua força. Num resumo que caberia em 15 minutos, lhes digo: é a entrega para um ideal, a luta que provoca a força da vida, é a esperança que pode iluminar a sociedade. Que tenhamos força pra nunca perdermos a esperança, deixando assim a luz se apagar.

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Título: Milk – A Voz da Igualdade
Título Original: Milk
Direção: Gus Van Sant
Elenco: Sean Penn, Josh Brolin, Emile Hirsch, James Franco, entre outros.
Ano: 2008

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§ One Response to Opressão e homossexualismo no cinema… clássico

  • modova diz:

    Li de maneira neutra o seu comentário, mas assumo que gostei muito do filme… Cara, assisti semanas atrás, livre de críticas e sem ao menos saber quem foi H.M. A verdade é que pensando bem, o que me fez dedicar total atenção ao filme foi descobrir que aquilo não foi uma ficção e mais… Sean fez por merecer o Oscar, nunca fui militante, mas durante o tempo que assisti o filme, acreditei muito no que o Sean (ou Milk) queriam defender…

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