Objeto#2 Nike Dunk

30/04/2009 § 1 Comentário

nike dunk

Assim como o post anterior, vou começar este dedicando a um bom amigo, desta vez o grande Johnny Brito (a.k.a. João)! Ele, que é um designer bem cool (hah!) e muderno, vive passando bons links e tecendo comentários pertinente no twitter. Eis que outro dia desses, ele passou o link desse site lá!

Esse bendito Nike já era a menina-dos-meus-olhos antes disso, mas depois de ficar olhando cada detalhezinho nesse site, fiquei fanático! Um tempo depois ele postou esse outro site e eu PI-REI! Mas enfim, vamos falar um pouquinho mais sobre essa maravilha dos “escravizadores-de-crianças-chinesas”.

O Nike Dunk, segundo o site oficial, nasceu no começo da década de oitenta, como “tênis de basquete”, a partir daí foi quebrando barreiras e virou uma coqueluche! Saiu das quadras e foi para as pistas de skate, onde também fizeram sucesso, aí então foram “esquecidos” pelo mundo, até que nessa década, alguns skatistas retrós os descobriram e trouxeram de volta essa belezinha pro mundo!

Esse é um resumão da ópera, é claro. Afinal, se você quiser saber mais sobre essa linha, vá até o site da Nike e dê uma pesquisada. Veja também os diferentes modelos por lá e se apaixone, ou não. Aqui também tem uma espécie de jogo, onde você estiliza seu próprio Dunk e bota ele pra batalhar com outros do mundo inteiro. Fetichismo e diversão tudo no mesmo lugar.

=)

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Manhã

30/04/2009 § Deixe um comentário

manhã

À Manhã.

Das três partes básicas do dia talvez a mais simples, mas de tão simples, se torna complexa. E não há quase nada para se escrever. Nela nasce o dia e as pessoas rastejam de calor. Todos, ou quase todos, acordam cedo pra batalha do dia. Um leão por dia. No fim, poucos veem a manhã.

A gente fica preso dentro da sala, do escritório, do metrô. Sorte infeliz de quem está no ônibus ou correndo na rua, pois apenas há o Sol judiando dessas pessoas. Embora engraçado mesmo é ver as pessoas reclamando do sol, ou do frio, ou da chuva, ou ainda de tudo isso junto, de uma vez só, numa manhã só.

Por isso eu me contento em ver entrar por uma fresta, uma luz singela. Não estou lá, me aquecendo ou reclamando, somente observando meio atônito a beleza do começo do dia… e os leões já estão por aí.

Valsa da memória

29/04/2009 § Deixe um comentário

valsa com bashir

Vai ser muito difícil escrever algo que já não tenham escrito por aí, dito por aí. Há muitos lugares comuns. Então, vou me concentrar nas impressões altamente pessoais para falar da animação Valsa com Bashir, do diretor israelita Ari Folman. Se você ainda não viu nada, nem ouviu falar sobre o filme, clique aqui e veja o trailer.

Quem está antenado com as notícias de cinema, já deve ter lido sobre ou apenas de relance sobre esse filme, que mistura a animação ao gênero documental. A mistura cria um casamento ainda um pouco instável, mas seguramente feliz, por mais estranho que isso pareça. Valsa com Bashir conta sobre os massacres de palestinos na primeira Guerra do Líbano, que ocorreu no início da década de oitenta.

O trajeto para este enredo é delimitado pelo esquecimento, pela memória apagada e que agora se procura reconstituir. A animação surge de um contexto pessoal e vai se ampliando para que todos entendamos e recordemos desses episódios terríveis dessa guerra. Esses acontecimentos vão dando profundidade de pouco a pouco, o que faz com que pessoas como eu, que mal sabiam dessa guerra, se sintam ligeiramente confusos. É um pouco da sensação do personagem.

Mas Valsa com Bashir não consegue ir muito além e seus personagens parecem ser falsamente construídos e não há identificação direta. O desenho do filme é lindo, mas muito mais nos stills. A animação é muito marcada e dura, criando uma aura de distância, que pode e deve ter sido uma escolha do diretor, mas que causa um grande estranhamento, principalmente nos primeiros minutos do filme. Não chega a ser um “defeito”, embora eu tenha me sentido bem incomodado com esse fator.

Eis que no final, pode existir uma explicação para tal escolha. Apenas nos últimos minutos da animação, surgem imagens do “real”, imagens captadas logo depois do massacre. São cenas terríveis e violentíssimas dos cadáveres. Tudo isso se intensifica pelo fato do choque animação x realidade, o que pode colocar em cheque o “defeito” da animação, que citei acima.

De qualquer maneira, não resta discutir mais isso. É preciso não esquecer.

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Título:
Valsa com Bashir
Título Original:
Vals Im Bashir (Waltz with Bashir)
Direção:
Ari Folman
Ano:
2008

Noite

20/04/2009 § 1 Comentário

noite

À noite.

Na realidade, fazem cinco anos que eu exploro os meandros da noite. Sua diversão, sua energia, sua tristeza, sua embriaguez… A noite é uma espécie de libertação diária, só pode ser. É o momento da transfiguração do ser, onde muita gente deixa de ser uma coisa, para ser outra. Na realidade, para se libertar mesmo. Se soltar e se jogar, num impulso que vem de dentro.

Um borrão, um desenho de luz, uma cerveja dourada, uma risada descontrolada. O que se pode dizer da noite? É a parte mais evidente do mistério do dia. É um pouco da face oculta de cada um de nós.

Tarde

17/04/2009 § 1 Comentário

tarde do dia

À tarde.

Eu nunca tinha parado para tentar compreender a importância da tarde. Sabem, o valor do pôr do sol. Não somente dele, mas também das vibrações no ar no fim do dia. É um cansaço aliviado, é a vontade desperta, é sair do trabalho e estar livre para o caos particular.

Nada demais a foto. Somente, é um foto de um pôr do sol, que jamais uma imagem poderá se aproximar muito além disso. Você já parou pra olhar o fim do dia?

Não sabe onde ir pra ver algo incrível? Eu dou uma dica, vá para a Radial Leste (onde eu tirei esta foto), pra qualquer estação depois do Parque Dom Pedro e esteja pronto. Isso sim é ter um fim do dia lindo.

Reflexo do cotidiano

15/04/2009 § 2 comentários

reflexo

Começo assim essa nova série de fotografias.

Minha busca atual, é pela poética do dia a dia, o cotidiano sob a luz sensível. Não há muito o que falar. Pra tal projeto, uso meu celular para capturar as imagens. Rápido, simples, raso, particular. Espero que vocês gostem.

Todo esse processo revela para mim, a graça da nossa vida urbana. Agitada e que passa desapercebida. São os reflexos de todo o caos da rotina. Que seja, assim como no primeiro post eu comecei a arremessar palavras, agora eu lanço essas imagens, como flechas. Com um olho aberto e um fechado, não sei bem o destino, só deixo que sigam seu próprio caminho.

Pra Iluminar, Olha quem chega

14/04/2009 § Deixe um comentário

leila_pinheiro_dona_inah

Hoje vou falar de dois álbuns ao mesmo tempo. Vai ser um desafio, por diversos motivos, mas vamos lá. As obras em questão homenageiam o mesmo sambista, o cantor e compositor Eduardo Gudin. De um lado, surge, Pra Iluminar, Leila Pinheiro. No lado oposto, Olha Quem Chega, é Dona Inah.

Brincadeiras e trocadilhos à parte, já digo logo que ambos os trabalhos mostram as possíveis faces dos samba, especialmente do paulistano, e mais especialmente ainda daqueles que tem uma mãozinha do grande Eduardo Gudin. O que me motivou a escrever esse “post duplo”, digamos assim, foi a grande relação entre os dois trabalhos. Não somente pela temática igual, mas também pela oposição nas interpretações, arranjos e timbres vocais.

Como você podem ver lá em baixo, na lista das faixas, algumas delas são interpretadas tanto por Leila como por Dona Inah, fazendo com que a audição dos álbuns seja uma mágica transição. Enquanto Dona Inah põe à mesa um ar rústico, caloroso e singular, Leila expõe uma mansidão melancólica e sutil, são dois opostos que constroem de maneiras diferentes, agregando novas possibilidades. Nas aproximações ambas trazem muito de si e se utilizam de poéticas específicas para moldar a obra de Gudin com muitas particularidades.

Essa experiência é um pouco da própria experiência do samba. A magia, na realidade, da música, que nunca se prende tão somente à partitura, fazendo com que o intérprete dê a voz final, a voz decisiva. Depois existe a preferência de cada um e aí a verdadeira graça de tudo isso que é feito. Existe campo e público tanto pra um lado quando pro outro. E veja bem, vença todo e qualquer preconceito, experimente. O que eu exponho aqui é pouco do trabalho real dessas duas damas, eu as uso, com todo o respeito, para falar de algo maior.

Nesse ano eu busco um pouco das minhas raízes, busco também o gosto pela arte, que estava perdida em mim. E o primeiro passo pra percorrer esse caminho, foi me arremessar ao desconhecido, sem medo de não gostar ou de amar demais. Essa é a vida, afinal.

Eu bem que gostaria de dizer mais sobre uma e sobre outra, mas eu não posso ser imparcial, eu não sou imparcial. Então seria injusto, porque gosto muito de cada álbum. Com essa vivência, o que eu posso aconselhar, é o que eu vivo dizendo por aqui: vá experimente. Olhe quem chega, e deixe que a música entre, pra iluminar.

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Álbum:
Olha Quem Chega
Artista:
Dona Inah
Ano:
2008

Faixas:
1. Olha Quem Chega
2. E lá se vão meus anéis
3. Ainda Mais
4. Longe de Casa
5. Boa Maré
6. Velho Ateu
7. Veneno
8. Verde
9. Desperdício
10. Mente
11. Chorei/Euforia
12. Quem chega atrasado
13. Santo Dia
14. Velho Sambista/Violão Gentil
15. Maior é Deus
16. Praça 14 Bis

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Álbum: Pra Iluminar (ao vivo)
Artista: Leila Pinheiro
Ano: 2009

Faixas:
1. Pra Iluminar
2. O amor e eu
3. Chorei
4. Mente
5. Ainda Mais
6. Sempre Pode Sonhar
7. Luzes da Mesma Luz
8. O Amor Veio Me Visitar
9. Obrigado
10. Paulista
11. Praça 14 Bis
12. Mordaça
13. Verde
14. Neo Brasil
15. Boa Maré
16. Vida Dá
17. Velho Ateu

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