Retrato no escuro

22/05/2009 § 3 comentários

iberê

É, não é uma boa idéia quando você está tirando com seu celular querido.

Mas também, há de se pensar, oq eu é um retrato? É a fidelidade? E se for, não somos na realidade tão sombrios e solitários ao ponto de não sabermos a total extensão de nós mesmos?

Se for assim, há tanto do Iberê nesta foto, quanto se ela fosse uma mera fiel representação de beleza vazia.

Música direto de Recife

16/05/2009 § 1 Comentário

mombojó

Vou começar falando uma coisa pessoal, uma meta desse ano: deixar o preconceito de lado e abrir as portas ao novo. Falo isso porque ontem fui ao show de lançamento do CD e DVD Sintonizando Recife, que reúne quatro nomes da cena musical da capital pernambucana: 3 na Massa, China, Maquinado e Mombojó.

Nada mais justo, então, que o lançamento tivesse a presença dos quatro. Ontem, foi o dia do Maquinado e do Mombojó, duas bandas que eu já tinha ouvido falar, mas nunca havia tido contato. Ok, eu já tinha ouvido alguma coisa do Mombojó alguns anos atrás, gostei mas acabei nem indo atrás, sabe se lá o porquê! De qualquer modo, resolvi me aventurar, com dois amigos, e fui ao lançamento.

A primeira parte do show foi com o Maquinado, que sem sombra de dúvidas se tornou a “minha banda favorita desde que eu tinha 5 anos”! É um exagero, eu sei, mas é que esse pessoal me impressionou de uma tal maneira, sendo inimaginável horas antes, que até agora estou boquiaberto e feliz com essa “descoberta”. O som dos caras envolve diversos ritmos e estilos diferentes, mas sempre com uma coerência sonora e, principalmente, personalidade. Essa fusão de estilos pode até confundir um pouco, mas é tão natural e espontânea, que não demora pra você entrar nessa onda. Eu recomendo que todo mundo ouça essa banda e se delicie com o som!

Logo depois entrou o Mombojó, que tem bem mais nome (pelo menos eu já tinha ouvido falar muitas vezes mais do que o Maquinado) e fãs, que estavam ansiosos pelo começo. Quando a banda subiu e começou a primeira música, o público deu aquela boa vibrada, sugerindo que a maior parte do pessoal estava lá para vê-los. A minha primeira impressão foi de ouvir um “Arctic Monkeys Brasileiro”, eu posso estar viajando, e muito, mas foi o que me passou. E afinal, essa comparação, pelo menos pra mim, não é ruim. Mas depois da primeira música, a coisa enveredou para outro lado, o perfil mais “popular”, que simula um quê de Los Hermanos. Nessa onda, o show se tornou mais lento e comum, ao menos para um ouvinte de primeira viagem, como eu. Apenas no final o Mombojó retornou com mais personalidade e vigor, mas há essa hora eu já estava lá fora conversando com uma amiga.

O saldo geral foi ótimo e realmente fiquei fã do Maquinado. Rendeu também porque tirei várias fotos, de celular, que ficaram muito boas, pelo menos pra mim (digam o que acharam dessas duas). E por fim, eu posso dizer uma coisa, pra qualquer um que tenha algum receio de ir de encontro ao desconhecido: vá! Você pode se arrepender, sim. Mas também pode encontrar muitas coisas boas novidades.

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Show: lançamento do CD e DVD Sintonizando Recife

Artistas: Maquinado e Mombojó

SESC Pompéia – Choperia

Dia 15 de maio de 2009

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maquinado

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P.S.: Amanhã tem China e 3 na Massa, e com participações especialíssimas, como: Céu e Marina de la Riva! Se alguém for, me contem como foi! =)

Sozinho e fotografando

10/05/2009 § 1 Comentário

lanchonete av faria lima

Sabe o que me inspirou pra colocar fotos de celular, que de tão banais são desprezadas, aqui no blog? A solidão. Eu tenho essa mania, de ficar tirando fotos quando estou sozinho, esperando alguém, numa lanchonete qualquer, fumando um cigarro… E de tanto tirar fotos e me surpreender, decidi expô-las ao mundo.

Não acho que sejam de um primor único, mas é justamente dessa massa banal que surge a graça: eu só quero sair, tirando fotos aleatórias, sem nenhum pretexto e me surpreender. Foi como surgiu essa foto de hoje, da simplicidade de comer sozinho numa lanchonete pequena e sutil em plena Faria Lima.

E quis falar tanto de modo aleatório, pra dizer que a única razão disso, hoje, é simplesmente contar um pouco da importância do cotidiano e o banal pra mim.

Improvisações, do antigo ao contemporâneo

09/05/2009 § 1 Comentário

andre mehmari

Ontem, depois de tanto tempo, finalmente fui a um concerto de música erudita. Graças à iniciativa do SESC Avenida Paulista, que com seu projeto Fina Escuta, traz concertos de música erudita que contam um pouco da vasta história da música e sua relação com o popular.

Fazia tanto tempo mesmo, que até estava nervoso e ansioso. Mas vamos à apresentação de Dimos Goudaroulis e André Mehmari, num concerto de violoncelo e cravo com repertório do século XVII, composições contemporâneas e improvisações de ambos. E o melhor: essa foi apenas a primeira de quatro apresentações do Projeto Fina Escuta. (Clique aqui para saber mais). Sem falar que, não é todo o dia que alguém está tocando um cravo e um violoncelo piccolo (ambos instrumentos de época e em desuso). Por si só, isso já valeria o concerto! :)

Voltando ao concerto em si: Dimos é um violoncelista de fazer você ficar atordoado. Eu já havia visto uma apresentação dele, num passado um pouco distante, e desta vez, mais maduro, pude ficar ainda mais impressionado com a maestria de seu som. André Mehmari é um nome em alta, mas eu nunca tinha visto uma apresentação, ou sequer ouvido algo. Mas ontem, tudo mudou.

Como eu já disse, o concerto foi voltado à música antiga e sua relação com o contemporâneo, acrescentando digo ainda, e em relação com o jazz. Isso porquê neste período “antigo”, os compositores não escreviam a parte do baixo contínuo, deixando ao músico a tarefa de improvisar e criar algo na hora.

Na primeira parte do programa, ambos percorreram as sonatas de Vivaldi e Caporale, demonstrando uma estética próxima ao canto e à leveza. Dimos utilizou um violoncelo piccolo, para tocar a Allemande de Bach e a sonata de Caporale. Esse bloco terminou com o arranjo de Mehmari para o dueto de Monteverdi, originalmente para vozes.

O segundo trouxe a passagem para as composições autorais dos músicos e improvisações. Aqui a coisa fica meio inexplicável, pois a sintonia e a virtuosidade de ambos fez com que a apresentação se realizasse com extrema emoção. É necessário estar ali para ouvir, pois mesmo que eu tivesse uma gravação, seria inútil.

Termino mais uma vez agradecendo essa iniciativa e chamando vocês para irem lá e apreciarem. Vale lembrar que este programa tem um viés educativo, que se compõe desses concertos e de aulas, ministradas por Dante Pignatari (que organiza o projeto). Faltam palavras pra mim, sem brincadeira. Pra vocês terem idéia, assim que o concerto começou minha boca secou e eu pensei: tenho que voltar a estudar música.

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Projeto Fina Escuta – Concerto do dia 8 de maio de 2009

Dimos Goudaroulis (violoncelo e violoncelo piccolo)

André Mehmari (cravo e piano)

Fina Escuta

09/05/2009 § 2 comentários

Olá pessoal!

Vim aqui avisar sobre o projeto Fina Escuta, que acontece no SESC Avenida Paulista e que percorre um pouco da história da música, trazendo toda sexta do mês maio, um concerto de altíssima qualidade. Eu fui no primeiro, que ocorreu ontem (clique aqui e leia sobre) e foi fantástico! Super recomendo. :)

Deixo vocês com um resumo da programação das próximas sextas! Espero que interesse, aí vejo vocês lá!

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15 de maio de 2009

Lídia Bazarian e Giuliano Rosas

Concerto de clarinete e piano, com clássicos do século XX e repertório de música brasileira contemporânea

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22 de maio de 2009

Patrícia Endo e Dante Pignatari

Apresentação de canções brasileiras, de Alberto Nepomuceno a Arrigo Barnabé

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29 de maio de 2009

Marcelo Barbosa e Maria Teresa Madeira

Concerto de flauta e piano, com enfoque na relação entre música popular urbana e compositores eruditos

Retratar é…

08/05/2009 § 2 comentários

retrato adelita muscovicchi

Um retrato sem nenhuma intenção. Nem tem muita qualidade, nem tanta beleza assim. É simplesmente uma foto de uma pessoa com um celular na mão.

É uma realidade e também não é.

Eu não tiro fotos por algum motivo especial, simplesmente vou lá e tiro. Quando acho bonito, tiro; quando acho que vale a pena, tiro; quando estou sem fazer nada, tiro; quando eu quero tirar fotos, eu tiro.

O retrato, das “modalidades” da fotografia, é o que mais me impressiona e chama, então vamos lá. Não sei bem onde vai dar, mas e daí?

Nova série de fotografias de celular.

Brecha

07/05/2009 § 1 Comentário

brecha de luz

Hoje não é um dia de grandes inspirações, é apenas uma quinta-feira.

Mas ainda há o pôr do sol.

É a hora mágica.

Where Am I?

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