À Espera

25/06/2009 § Deixe um comentário

fila de espera

Uma fila é uma fila. Aqui, é por um produto meio escasso: a cultura.

MASP / O vermelho e o vão

24/06/2009 § 1 Comentário

masp / o vermelho e o vão

Museu de Arte de São Paulo, mais conhecido como MASP, talvez este seja o símbolo mais significante da cidade de São Paulo, portanto, nada mais justo que começar uma série de re-visitas à cidade por este cartão postal. Essa categoria de textos não tem uma intenção turística, e sim uma intenção de voltar à raiz. Eu considero que raiz seja aquilo que me formou, direta ou indiretamente. O que pretendo aqui é falar sobre espeços visuais específicos da cidade. Podem ser os museus e galerias de arte, mas também as ruas, os bairros. O que importa aqui é a riqueza visual.

Se eu olho para o meu passado japonês, para o meu passado no interior do estado, meu passado de sonhos, eu também devo olhar para a cidade em que vivo e considero parte inseparável, apesar de achar que não deve existir uma “estética” paulistana, apenas algo semelhante ao pós-modernismo cru, uma fragmentação absoluta de tudo o que se pode imaginar. Uma visão abstrata feita de uma cidade de diversas imagens contrastantes.

masp e a avenida paulista

Fica uma tarefa árdua, então, escrever sobre esse símbolo. Representa muito, fala-se muito, mostra-se muito, reproduz-se muito… mas o que eu realmente vejo neste edifício tão incomum? Sabe-se da sua grandeza, das obras que possui, das crises que o aterrorizam, do trabalho educacional, mas seria apenas isso?

De cara ele me remete a um desejo criativo, de uma liberdade, de algo da cidade mesmo. Há um sofrimento em cada aresta, que quando se olha para a cidade, estando onde era o belvedere, só se intensifica e pode-se ver uma cidade que subiu, mas que não sabe bem quem ela é. Penso que todo paulistano guarda, mesmo que sem saber, um pouco disso, desse lado perdido e forte, d’uma melancolia brutal e construtiva, um grande desejo de ser alguém, mesmo que esse alguém continue perdido.

masp

E do alto de sua modernidade atemporal torna aquele espaço no meio da avenida um frescor, uma vontade que deixou de ser um breve sonho-projeto, para ser um marco desconhecido. E pensar, que apesar de toda essa influência, eu só fui conhecer o MASP por dentro, somente alguns meses atrás. Essa é sua glória e sina: todos têm um conhecimento íntimo, que ultrapassa a visita real, ninguém precisa entrar para ver, ninguém precisa mais desvendar sua história, ele é um grande monumento ao conhecido-esquecido.

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MASP (Museu de Arte de São Paulo)
Ano de Inauguração: 1947 (Instituição); 1968 (Edifício atual)
Endereço: Avenida Paulista, 1578 – São Paulo/SP

Rico Lins: uma gráfica de fronteira

23/06/2009 § 1 Comentário

brasil em cartaz

Recentemente fui ao Instituto Tomie Ohtake, sem a menor pretensão de ver alguma exposição, fui por puro ócio, coisa tão rara. Eis que me deparo com a presente exposição Rico Lins: uma gráfica de fronteira, que percorre a obra do homônimo designer gráfico brasileiro.

Já fazem uns bons anos que eu tive o contato inicial com a obra de Rico Lins, foi na época em que eu assisti uma palestra que ele deu no SENAI Theobaldo de Nigris. Lembro-me que fiquei um tanto quanto impressionado com a personalidade de seus cartazes, mas por algum motivo desconhecido nunca fui pesquisar mais além. E agora, temos a chance de visitar grande parte dos trabalhos já realizados.

dois cartazes da jazz sinfonica

A mostra, que está bem organizada e distribuída, se divide em três salas e logo em três “temáticas”. É importante relevar a intenção autoral do Rico Lins, ou seja, mesmo combinar a liberdade da criação com a solicitação dos clientes. Vemos com amostras do real, que ele conseguiu e se fez nessa condição. Na primeira, residem os esboços, as anotações e estudos, é intrigante ver o contraste do momento da criação e da obra já finalizada.

Nesta primeira sala também são exibidos diversos vídeos sob sua autoria. Embora interessantes quando postos nesse “panorama”, eles não trazem a mesma força dos cartazes, onde está o primor desse designer. Estes que estão expostos na segunda sala, junto com algumas outras peças, fazem gritar o espírito e toda a força de Rico Lins. Fique de olho na série da Jazz Sinfônica, é realmente impressionante e outras palavras não cabem para descrever. Por fim, há a terceira sala, que depois dos cartazes, fica “fraca”. Lá estão expostas outras peças gráficas, que continuam mostrando sua personalidade e inventividade, mesmo em outros formatos e com outros objetivos.

Pra finalizar, de maneira bem rápida e objetivo, eu digo: se você não foi a exposição ou não conhece o Rico Lins, corra! =)

Rico Lins

Rico Lins: uma gráfica de fronteira
Onde: Instituto Tomie Ohtake (entrada gratuita!)
Até 12/07/2009

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P.S.: no folder diz que haverá uma oficina no sábado, dia 11/07! Liguem e peguem informações no telefone (11) 2245-1937. CORRÂO!

O Cravo após o Barroco

22/06/2009 § Deixe um comentário

Olá pessoal!

A notinha de hoje é para avisar vocês sobre o recital de cravo que vai acontecer nesta quinta-feira, dia 25/6, às 21h no Espaço Cachoera, comemorando a inauguração do cravo William Dowd, adquirido pelo centro cultural. A solista é Helena Jank, que irá tocar obras de Louis Couperin, Carl Philip Emmanuel Bach, Padre José Maurício, Osvaldo Lacerda e Gyorgy Ligeti, além de homenagear Maria Lúcia Nogueira, uma das melhores cravistas do Brasil e antiga dona deste cravo.

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Espaço Cachoera
Rua Monte Alegre, 1.094
Perdizes – São Paulo
Ingressos: R$ 20, 00
(meia entrada para estudantes, professores, músicos e aposentados mediante comprovação)

Objeto#4 Macaco de Pelúcia

21/06/2009 § 3 comentários

macaco simpático

O objeto do post de hoje, é o primeiro dessa série que não está pronto para ser comprado. É um macaquinho de pelúcia que vocês mesmo vai fazer! E mais, usando como matéria-prima suas meias! Ah, só não se esqueça de escolher meias bem legais e bonitas! =)

Já faz algum tempinho que este tutorial, ensinando a fazer essa coisinha tão simpática (vide foto), me foi passado pela Susana Toma, uma boa nova amiga. Quando eu vi pela primeira vez, tive um pequeno momento de frisson e pensei em fazer uma coleção de macacos, coisa que não aconteceu até hoje! (rs) Infelizmente não sou a melhor pessoa a inspirar alguém a fazer artesanato… (não tenho muitos dotes manuais… rs)

Apesar disso, existem alguns bons motivos pra eu postar sobre esse bichinho de pelúcia, um deles é porque ele é legal e fofo! (LoL) Outro é para divulgar esse tutorial, que está em inglês, mas está bem ilustrado, facilitando a compreensão. Afinal, quem sabe alguém não se prontifica a fazer e ver se fica legal, né? (entre em contato se você for um desses casos! quero saber se fica legal!).

Falando sério, a graça desse objeto é a possibilidade de você criar algo absolutamente seu, que escape um pouco da massificação dos objetos do cotidiano. Não é simplesmente uma intervenção que você vai fazer, ou uma customização, é pura criação. Nesse caso, é o valor do individuo que fica em jogo. Mas o que eu falei, foi de um jeito muito sério, o que importa mesmo é a diversão de criar seu próprio macaquinho (ou outro bicho) de pelúcia!

The man with the golden arm

18/06/2009 § 1 Comentário

Com a abertura do filme The man with the golden arm, do diretor austríaco Otto Preminger, inauguro mais uma nova categoria: vídeos. Não poderia ser outro vídeo, senão esse, pra começar a falar sobre a relação do vídeo, do design e do desenho, a qual eu me proponho a partir desse post. Pra quem não sabe, essa abertura foi concebida pelo grande mestre Saul Bass, que também criou o cartaz do filme.

Com simplicidade e muito estilo, Bass inaugurou uma nova preocupação fílmica e abriu as portas de uma nova especialização do design. Ele não simplesmente fez uma abertura que seguisse a identidade criada por ele, ou que fosse bonita e agrádavel, mas apropriou esses elementos gráficos de movimento a favor da linguagem, da arte e da informação, inaugurando então uma nova área a ser explorada: motion graphics, que hoje em dia é tão comum e que nessa abertura é exibida com um certo ar “tosco”, mas absolutamente autêntico e inovador.

Eu poderia falar sobre a minha interpetação sobre essa animação, mas isso provavelmente restringiria o grande prazer de ver e pensar sobre esse vídeo. O que pode ser dito é: há muito e pouco, existem evidências, mas também há o mistério. Não é um resumo, porém existem indícios. Eu vi o filme recentemente e recomendo que todos façam o mesmo. Por hoje, simplesmente deliciem essa pequena obra-prima.

poster_saul_bass

Coleção Clássicos Saraiva

09/06/2009 § Deixe um comentário

colsaraiva por rex

Estreando uma nova categoria (que nem sei como eu deixei passar até hoje) vou começar falando de um projeto editorial bem bacana que eu vi pela internet esses dias, o projeto gráfico para a coleção Clássicos Saraiva, feita pela agência Rex Design.

Essa coleção, que reúne 24 obras entre clássicos da literatura brasileira, portuguesa e mundial, é voltada aos adolescentes, mas podendo ser usufruída pelo público geral também, e oferecem um belo panorama de leituras fundamentais e informações de apoio.

Se utilizando dessas informações, a Rex Design criou um projeto gráfico simples, bonito e pertinente, que prioriza e deixa bem claro o seu público alvo. O próprio Gustavo Piqueira, diretor criativo do projeto e sócio da Rex Design, comentou que o ponto de partida foram os adolescentes e a sua visão de literatura na escola. Por causa de tudo isso, o projeto das capas dessa coleção foi premiado pelo reconhecido Prêmio Editorial da AIGA (American Institute of Graphic Arts) – 50 Books / 50 Covers Competition –, composta pelos 50 melhores projetos editoriais de 2008, entre quase 900 projetos participantes de todo o Mundo.

“Estamos felizes pelo reconhecimento num prêmio que é uma das maiores afirmações de inovação em Design Gráfico Contemporâneo, especialmente, por se tratar de um projeto de grande tiragem e alcance, como esse, que não tem recursos de impressão ou acabamentos especiais — características comuns entre os selecionados nesse tipo de prêmio”, comentou Gustavo Piqueira.

E foi por tudo isso, além das belas capas, que eu achei muito importante abrir essa categoria com esse post. Achei muito inspirador e espero que pra vocês também seja! =)

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Fontes: Design Flakes / Design Boom / Rex Blog / Design Informa / Dexigner

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