Sobre o tempo

24/03/2011 § Deixe um comentário

Estou há alguns dias buscando algo para escrever aqui, como se buscam coisas perdidas que guardamos e depois esquecemos. Vasculhei minha cabeça e achei que nada havia de bom para se escrever, dizer. Tudo isso em meio do caos que se forma na minha vida (e na de qualquer um): tarefas rotineiras, estudos, obrigações, preocupações, listas imensas do que se há de fazer, compromissos (in)adiáveis. Muita coisa.

Graça foi conversar com uma amiga que sempre me disse: “você faz coisas demais!”; e a constatação de que ela própria se tornou alguém tão ocupada quanto eu. Muito mais, alías. E sinto saudades das tardes quentes que passávamos sem nada fazer.

Mas é essa vida imensa que nos toma, que procuramos realizar da maneira mais possível que podemos. Há o impossível, que é exatamente o ato da sublimação. E sofremos nesse ritmo. Porém, somos tão intrinsecamente ligados à essa condição, que a menor perturbação desse caos rotineiro que se forma sobre o nosso tempo, nos causa efeitos muitas vezes dolorosos.

E, no meio da turbulência, parei aqui para escrever. Somente.

 

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