Educomunicação e processos de criação

24/04/2011 § 2 comentários

Apesar de eu ser formado em design gráfico, o que de imediato remete a um pressuposto que sou, ou ao menos deveria ser, uma pessoa criativa, eu não me considero. Essa suposição renderia muita discussão e diversos posts, mas que não é o caso nesse momento. Agora, quero apenas expor uma parcela das coisas que me ocorreram por participar do Núcleo de Educomunicação do Lab_Arte – FEUSP.

Me refiro ao contato íntimo com os processos de criação que a educomunicação permite, contato esse que é possibilitado pelas condições de produção possibilitadas: ou seja, uma produção livre, onde o indivíduo (ou os indivíduos, no caso do nosso grupo, onde a produção é coletiva) faz aquilo que ele quer comunicar – sendo essa comunicação um resultado direto do que ele realmente deseja falar, dizer, escrever etc.

Pode parecer banal, resumindo em poucas palavras, mas quando alguém diz: “falem sobre o que quiser”, pelo menos para mim, para o grupo do Núcleo e algumas outras pessoas que conversei, o mundo entra em parafuso. Isso porque estamos muito acostumados a criar dentro de padrões estabelecidos, digo, criar dentro de condições previamente dadas (“vamos fazer uma redação com o tema x”, “que tal fazer um programa de rádio sobre y” e por aí vai). Sendo assim, o que a participação no Núcleo me propiciou de mais forte foi essa reflexão e prática livres.

Neste processo, entram em choque muitos valores e dilemas que já estavam postos e, de certo modo, consolidados. Pra mim, esse foi o maior ganho (tanto que é uma diferença tátil o meu estado antes e depois de participar desse grupo). Com este breve e singelo depoimento, quero apenas levantar essa questão e convidar outros a vivenciar essa prática.

Assim, sinto que tudo isso (e mais outras coisas que não esbocei aqui) são essenciais para a formação da pessoa e do professor (lembrando que esse é o foco do Núcleo) e, por conseguinte, para sua utilização em sala de aula (ou fora dela), propondo uma constituição mais generosa e ampla do indivíduo.

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Talvez eu esteja apenas esboçando e tangenciando demais os últimos temas que venho abordando aqui no blog, mas creio que neste momento seja essencial “começar pelo começo”. Espero que vocês entendam. =)

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§ 2 Responses to Educomunicação e processos de criação

  • Mariana diz:

    Shin, tranque um passarinho a vida toda e depois tente ensiná-lo a voar. É o mesmo susto.

  • Adelita Mscvcch diz:

    “…propondo uma constituição mais generosa e ampla do indivíduo.” É isso!

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