Muito tudo

17/07/2011 § Deixe um comentário

Finalmente, depois de tantos meses, surge um momento para respirar fundo, relaxar [um pouco] e me atirar na vida em si, isto pois passei por umas situações bem desagradáveis e tensas, que me lançaram num tipo de limbo pessoal. Certamente o bom de tudo isso foi a matéria-prima que me foi dada para pensar e repensar coisas da minha vida. Um muito tudo.

E volto bem feliz ao meu querido blog para escrever sobre as partes lindas dessa viagem por este limbo. :)

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Voltar ao desenho

Talvez a principal “mudança” deste período, que vai se transformando em outro neste instante, seja a luz que se aplacou sobre a importância do desenho para mim, e ao menos conscientemente isto se deu pelo meu contato com os desenhos feitos por crianças, em duas instâncias: a própria experiência do convívio e contato direto com algumas crianças que desenham fantasticamente e o contato com a Profa. Márcia Gobbi (FEUSP) e Gianfranco Staccioli no Seminário Infância e suas Linguagens, na FEUSP.

Assim, tanto numa visão mais prática, como numa mais teórica, essa vivência me trouxe de volta ao prazer de desenhar, já mais desligado das pretensões que tanto me engessaram. Poxa, o desenho está aí – e as crianças me mostraram isso de forma franca e simples. Claro que isto não significa que eu vou sair fazendo uns rabiscos infantis etc, a “questão” para mim é poder fazer as pazes com o lado do prazer de desenhar, em mim. E isto significou para mim fazer as pazes com o mangá, ou seja, não tentar se afastar e distanciar de algo que tanto me influenciou e me fez ter prazer máximo em desenhar, mas sim compreender simbolicamente o que é isso e me unir de novo.

É claro que não tenho pretensões de ser um mangaká ou que só vou “desenhar mangá”, mas na realidade esta situação me põe em xeque, me põe num lugar um tanto quanto antropofágico de realmente incorporar completamente isto, sem medo do que pode vir. De qualquer modo, hoje eu estou tão mais de bem com os meus desenhos, que só tenho a festejar estas pazes. :)

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Repertório – uma busca sem fim

Paralelamente a tudo isto, voltei a pensar em como eu ainda preciso de repertório [os projetos que me “meti” para o segundo semestre me deixaram inseguros quanto isso, fora o fato de eu sempre querer mais e nunca estar satisfeito]. Essa busca de repertório obviamente me leva ao início deste blog, quando a ideia era criar um “caderno de atividades culturais”. Claro que hoje a medida é diferente, e o próprio porquê, mas tudo isso me fez pensar como somos “escravos” dessa gana e sede – não pensando de um modo meio maquiavélico, claro, mas com tanta coisa acontecendo, com tantas solicitações externas, tantas pressões, parece-me não haver uma escapatória. Afinal, creio que os objetivos que tracei, me põe nessa situação de almejar mais conhecimento. É, de algum modo, a minha maneira de alcançar o poder.

Filosofia de blog a parte, esta busca incessante me fez traçar uma lista de museus paulistanos que ainda não conheço [entre outras coisas, como filmes, livros etc], para conhecê-los e visitá-los. Será que conseguirei antes que minhas férias terminem? Aguardem os próximos capítulos desta saga.

Enfim, escrito tudo isso, vejo que esse é o meu modo de ir contra o ostracismo que me dominou por alguns meses. Agora, se sobreviverei [ou se me manterei minha sanidade – oi?] é outra questão, bem importante inclusive, mas que neste momento eu deixo um pouco de lado. Muito tudo.

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Aliás, pra quem não conhece, fica o vídeo da música muito tudo, do Walter Franco. :)

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