Uma pausa: a dificuldade da síntese

21/07/2011 § Deixe um comentário

Sinceridade on the table: nada de novo neste post. Apenas senti a necessidade de colocar o quão difícil, embora prazeroso, é sintetizar e botar no papel [ou na tela, neste caso] o que é educomunicação e a teoria da socialização.

Na real, escrever é um pouco difícil, um exercício envolvente e desgastante, cheio de prazer e angústia. Se escrever de um modo mais solto, como faço agora, já exige um bocado de energia, escrever pensando no que os outros disseram, tentando não os copiar, formulando coisas novas, misturando assuntos que ainda não estão totalmente incorporados é algo mais estressante ainda.

Talvez eu esteja jogando lama sobre mim mesmo neste momento, ao dizer que não estou totalmente seguro sobre o que vou dizer e escrever, mas também me sinto na obrigação de falar a verdade, afinal, quem lê ou escuta pode não saber que eu passei quatro anos fazendo design num lugar onde mal se pensava sobre o que é este “fazer” ou então também não sabe que eu ainda estou apenas no segundo ano de pedagogia, experimentando milhares de coisas ao mesmo tempo e que esta é primeira vez que eu paro para escrever sobre isso, entre outras coisas da minha vida que invariavelmente vão se transparecer (e se transparecem) no que eu procuro e faço.

Todas estas questões me levaram a fazer este rápido post inspirado em um princípio básico da prática em educomunicação: o que mais importa é o processo e não o resultado final. Abro o jogo, então: muito provavelmente o que eu vou escrever sobre os temas que quero tratar no N Design vai ser bem raso, simples e talvez até com erros e falhas, mas até certo ponto, “ok”, afinal, ainda não sou nenhum expert em nenhum dos dois tópicos e ambos são muito recentes para mim – e na verdade é um GRANDE desafio tentar relacioná-los com o design gráfico, que por sua vez também é algo bem desconhecido para mim, ao menos as bases teóricas. 

Enfim, bateu um desespero de não conseguir fazer algo bem feito e legal para quem vai ler, para quem estará nas oficinas ou mesmo para que eu possa me orgulhar. Um misto de ansiedade com medo mesmo. Nesse ponto, já me valeu escrever isso aqui, afinal, não estava tão claro que eu tinha tantas expectativas.

Peço então que quem estiver envolvido, de alguma forma, tenha paciência e que também abra o jogo, critique, dê sugestões ou fale o que vier na cabeça, se não for pedir muito, deixe que eu saiba, ao menos um pouco, o que se passa na sua cabeça. Dei a cara a tapa, não posso esperar apenas flores – mesmo porque tudo está em processo ainda. :)

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