Escola: sobrevivendo novamente

30/08/2011 § 3 comentários

Desde o começo deste mês comecei a acompanhar algumas aulas em uma escola. Desde então, muita coisa passou pela minha cabeça e sinto minha cabeça borbulhando um tanto – principalmente pois esta é escola é bem diferente da anterior a qual eu havia feito estágio. Desde que esta experiência começou, uma coisa muito séria me ronda: como lidar com a indisciplina, ou melhor dizendo, com os modos que os alunos elaboraram para sobreviver à experiência escolar?

Esta pergunta não é nenhuma novidade, sei bem, mas o que não sei é como viver isto na prática – e vejam que eu ainda nem sou o professor. Engraçado chegar aqui e jogar uma pergunta “banal” no ar, mas hoje eu realmente não tenho nem por onde começar a refletir sobre isto. Talvez porque eu esteja me habituando à situação e às provocações, para então poder tecer pensamentos mais concisos ou então porque eu não faça nem ideia de por onde começar ou porque é tudo ainda desconhecido e rola um medo e uma tensão ou…

Não sei até que ponto as tantas teorias que existem por aí podem me ajudar (e a tantos outros que se perguntam), ainda que eu não esteja as colocando como “descnecessárias” ou “menores” por isso, mas, neste momento de provação, eu gostaria de realmente poder me reconfortar um pouco (embora isto possa soar um tanto quanto ruim.

Enfim, desengasgada a garganta (de leve), bóra pesquisar mais e sobreviver, também e novamente, à experiência escolar.

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No parque

28/08/2011 § 4 comentários

Preciso ir mais. Aos parques, às ruas, ao dia, tarde ou noite. Me apropriar e deixar ser apropriado pelas coisas, belas, feias, simpáticas, apáticas, diferentes, indiferentes. Saudades de sair e ir vives. Às coisas que estão por aí, simplesmente.

N Design, o que trouxe de lá

16/08/2011 § 2 comentários

Passado um tempo depois do fim do N Design, hora de sentar e escrever o que foi e significou para mim [ao menos] as oficinas que eu [e a Anne, que ministrou comigo a oficina de fanzine] levei ao Encontro. Vamos lá.
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De imediato é preciso dizer que ambas oficinas [a de fanzine e a discussão teórica] foram muito bacanas e me fizeram sair um pouco do meu “quadrado”, e pensar um pouco além. Tudo bem as oficinas não terem saído como o esperado, aliás, melhor ainda não terem saído como eu tanto esperei e planejei: aprendi tanto mais com o inesperado do que se tudo estivesse ocorrido nos conformes (ao mesmo tempo eu sei que a probabilidade das coisas acontecerem como o que planejei era BEM remota). Peço apenas desculpas e compreensão aos participantes de ambas oficinas, caso eu não tenha conseguido atingir as expectativas.

O N em si foi bom, mas tenho que ser sincero e dizer que desta vez eu curti mais o ambiente do que o Encontro [curtir = turistar], bem diferente de Curitiba, ano passado. Mesmo assim, os momentos em que estive dentro do evento, participando de oficinas e/ou palestras, foram muito proveitosos e deixaram muitas ideias no ar. O fato é: fui a lugares [concretos ou não] muito interessantes, conheci gente nova, fiquei mais amigo de conhecidos e vivi cada oportunidade destes sete dias o mais profundamente que pude. Trouxe e guardarei boas lembranças comigo, boas amizades e bons drink, boas sementes que foram plantadas e que, quem sabe um dia, germinarão. Não é?

Mas chega de pieguice, vamos ao breve resumo do que foram as minhas oficinas:

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Produção de Fanzine e Formação do Designer Gráfico

A oficina de fanzine teve sérios problemas com a organização do Encontro, o que acarretou em apenas duas pessoas participando. Se isto foi ruim porque eu e Anne chegamos lá esperando umas dez pessoas, o lado positivo foi que tivemos um contato muito maior com os dois participantes [além do que foi bem interessante, afinal ambos são estudantes do primeiro ano de design digital – um contraponto a nós, já formados].

Enfim, principalmente eu cheguei lá com uma ideia de oficina e de fanzine, especificamente, e ao dar início o processo, os participantes levaram a coisa para um outro caminho, e isto sim foi ótimo. Primeiro porque  me mostrou que não há como “controlar” o andamento da oficina (claro que não foi em nenhum momento a minha intenção, mas creio que fiquei muito bitolado com as minhas vivências na produção de fanzine e achava que eles seguiriam este caminho). Por este motivo de termos tão poucos participantes e ser a primeira vez que eu e Anne ministrávamos uma oficina acho que a coisa ficou meio perdida, ainda que eu veja que na hora em que um dava uma engasgada, o outro assumia [uma bela parceria :)]. Resumo: valeu a pena e deu muito para se pensar, e se mudar numa próxima vez.

folhinha linda que a Priu fez para a minha oficina :)

Design Gráfico e Educação: uma discussão introdutória
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Já esta oficina contou com o número esperado de participantes – poucos, tendo em vista que as oficinas teóricas geralmente atraem menos do que as práticas. Sinceramente eu acho que engasguei bastante e não consegui apresentar e falar sobre o que me propus de modo eloquente – uma coisa relativamente válida, tendo em vista que nunca tinha ministrado uma oficina sozinho, o que me deixou BEM nervoso.
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Uma pena que as diversas possibilidades de pensar essa relação, que descobri conversando e trocando ideias com outros oficineiros não tenha sido abordada e levantada durante a oficina [afinal, nem todos esses oficineiros puderam estar lá]. Aliás, esse caráter de troca de experiências, pensando agora, era uma das premissas desta oficina, mas apesar disso não estava muito clara para mim, e que no fim era algo que eu realmente gostaria de alcançar e propiciar aos outros, muito mais do que só eu falar e dizer coisas que para mim são interessantes e legais.
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De uma forma ou de outra eu suponho que esse lado de uma conversa, uma troca, tenha sido alcançada, afinal, lá estavam sete pessoas bem diferentes, vindas de lugares e contextos diferentes [tinha, para minha surpresa, até uma estudante de pedagogia]. Tudo isso me deixa a dica, inclusive, de falar futuramente sobre essas outras possibilidades que eu descobri no meio do caminho – me proponho a falar disso num futuro próximo, pois são descobertas muito recentes e que eu mesmo ainda conheço bem pouco.

Enfim, penso que talvez este tenha sido meu último N Design, afinal, o tempo agora é de conhecer e desbravar os encontros dos estudantes de Pedagogia. De qualquer forma, essas boas e fortes experiências no N foram tão significativas e importantes na minha formação que hoje eu simplesmente prefiro não pensar muito mais nisso, nem pensar aonde eu penso que vou, prefiro apenas sair para fazer e viver [e ser brega, consequentemente].
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Where Am I?

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