N Design, o que trouxe de lá

16/08/2011 § 2 comentários

Passado um tempo depois do fim do N Design, hora de sentar e escrever o que foi e significou para mim [ao menos] as oficinas que eu [e a Anne, que ministrou comigo a oficina de fanzine] levei ao Encontro. Vamos lá.
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De imediato é preciso dizer que ambas oficinas [a de fanzine e a discussão teórica] foram muito bacanas e me fizeram sair um pouco do meu “quadrado”, e pensar um pouco além. Tudo bem as oficinas não terem saído como o esperado, aliás, melhor ainda não terem saído como eu tanto esperei e planejei: aprendi tanto mais com o inesperado do que se tudo estivesse ocorrido nos conformes (ao mesmo tempo eu sei que a probabilidade das coisas acontecerem como o que planejei era BEM remota). Peço apenas desculpas e compreensão aos participantes de ambas oficinas, caso eu não tenha conseguido atingir as expectativas.

O N em si foi bom, mas tenho que ser sincero e dizer que desta vez eu curti mais o ambiente do que o Encontro [curtir = turistar], bem diferente de Curitiba, ano passado. Mesmo assim, os momentos em que estive dentro do evento, participando de oficinas e/ou palestras, foram muito proveitosos e deixaram muitas ideias no ar. O fato é: fui a lugares [concretos ou não] muito interessantes, conheci gente nova, fiquei mais amigo de conhecidos e vivi cada oportunidade destes sete dias o mais profundamente que pude. Trouxe e guardarei boas lembranças comigo, boas amizades e bons drink, boas sementes que foram plantadas e que, quem sabe um dia, germinarão. Não é?

Mas chega de pieguice, vamos ao breve resumo do que foram as minhas oficinas:

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Produção de Fanzine e Formação do Designer Gráfico

A oficina de fanzine teve sérios problemas com a organização do Encontro, o que acarretou em apenas duas pessoas participando. Se isto foi ruim porque eu e Anne chegamos lá esperando umas dez pessoas, o lado positivo foi que tivemos um contato muito maior com os dois participantes [além do que foi bem interessante, afinal ambos são estudantes do primeiro ano de design digital – um contraponto a nós, já formados].

Enfim, principalmente eu cheguei lá com uma ideia de oficina e de fanzine, especificamente, e ao dar início o processo, os participantes levaram a coisa para um outro caminho, e isto sim foi ótimo. Primeiro porque  me mostrou que não há como “controlar” o andamento da oficina (claro que não foi em nenhum momento a minha intenção, mas creio que fiquei muito bitolado com as minhas vivências na produção de fanzine e achava que eles seguiriam este caminho). Por este motivo de termos tão poucos participantes e ser a primeira vez que eu e Anne ministrávamos uma oficina acho que a coisa ficou meio perdida, ainda que eu veja que na hora em que um dava uma engasgada, o outro assumia [uma bela parceria :)]. Resumo: valeu a pena e deu muito para se pensar, e se mudar numa próxima vez.

folhinha linda que a Priu fez para a minha oficina :)

Design Gráfico e Educação: uma discussão introdutória
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Já esta oficina contou com o número esperado de participantes – poucos, tendo em vista que as oficinas teóricas geralmente atraem menos do que as práticas. Sinceramente eu acho que engasguei bastante e não consegui apresentar e falar sobre o que me propus de modo eloquente – uma coisa relativamente válida, tendo em vista que nunca tinha ministrado uma oficina sozinho, o que me deixou BEM nervoso.
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Uma pena que as diversas possibilidades de pensar essa relação, que descobri conversando e trocando ideias com outros oficineiros não tenha sido abordada e levantada durante a oficina [afinal, nem todos esses oficineiros puderam estar lá]. Aliás, esse caráter de troca de experiências, pensando agora, era uma das premissas desta oficina, mas apesar disso não estava muito clara para mim, e que no fim era algo que eu realmente gostaria de alcançar e propiciar aos outros, muito mais do que só eu falar e dizer coisas que para mim são interessantes e legais.
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De uma forma ou de outra eu suponho que esse lado de uma conversa, uma troca, tenha sido alcançada, afinal, lá estavam sete pessoas bem diferentes, vindas de lugares e contextos diferentes [tinha, para minha surpresa, até uma estudante de pedagogia]. Tudo isso me deixa a dica, inclusive, de falar futuramente sobre essas outras possibilidades que eu descobri no meio do caminho – me proponho a falar disso num futuro próximo, pois são descobertas muito recentes e que eu mesmo ainda conheço bem pouco.

Enfim, penso que talvez este tenha sido meu último N Design, afinal, o tempo agora é de conhecer e desbravar os encontros dos estudantes de Pedagogia. De qualquer forma, essas boas e fortes experiências no N foram tão significativas e importantes na minha formação que hoje eu simplesmente prefiro não pensar muito mais nisso, nem pensar aonde eu penso que vou, prefiro apenas sair para fazer e viver [e ser brega, consequentemente].
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§ 2 Responses to N Design, o que trouxe de lá

  • Anne diz:

    Adorei seu post, acho que foi bem sincero, honesto e sua reflexão foi bem fiel do meu ponto de vista também quanto ao resultado. Só acrescento duas coisas:

    1- a prática leva à perfeição;
    2 – adorei realizar a oficina com vc! :)

    Beijoooo

    Anne.

  • […] Ler mais em:N Design, o que trouxe de lá.   If you enjoyed this article, please consider sharing it! […]

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