Bonjour

16/01/2012 § 3 comentários

Comecei a estudar francês e a professora disse que se diz “bonjour” sempre que se encontra alguém pela primeira vez no dia, mesmo que já seja tarde [umas seis da tarde]. Sei lá se entendi direito, mas gostei da ideia de dizer “bom dia”. Que prazer dizer “bom dia”.

E 2011 foi. Ou quase.

meu cabelo estava assim em 2011, agora...

Bom, o fato é que um ano novo começou e, como de costume, veio junto a esse evento uma boa porção de reflexões, desejos e resoluções. Depois de um ano um tanto quanto conturbado não nego que eu estava com uma lista cheia dessas coisas, esperanças para o novo ano. Mas a real é que isso foi em 2011, antes do dia primeiro. Depois eu vi o quanto isso não me servia.

Nesse novo ano nada de limpezas, de grande arrumações, de jogar as coisas fora, nada de simbolismos. Tudo tem que ficar, na medida do possível, como estava – isto pois eu não quero mais romper e deixar o “ruim” pra trás. Eu quero mesmo lembrar, quero mesmo essa memória. E por isso mesmo eu estou escrevendo aqui, por isso mesmo que decidi levar esse blog “um pouco mais à sério”.

Eu definitivamente não sei aonde quero chegar escrevendo essas coisas aqui, não sei o que quero, acho que apenas vou escrevendo. De qualquer forma, esses textos guardam as várias faces e fases que passei. O próprio título abrangente me permite isso. Interessa o quê? A quem? Quero que interesse?

Nenhuma resposta – ao menos aparente e objetiva.

Recentemente voltei a ouvir os álbum da Beth Carvalho, que há algum tempo estavam de lado nas minhas playlists e escolhas musicais – embora o samba fosse uma constante.

Engraçado, pois há quatro anos atrás, justamente por meio de um dos álbuns dela, é que eu voltei a ouvir samba. De qualquer forma, é bom voltar a ouví-la. Escutar e apreciar os sambas de forma despretenciosa, deixando que o ritmo bata, que a dança venha e a alegria se desenhe. Me sinto reconquistado, conquistado novamente, apaixonado novamente.

Um bom tempo atrás, me perguntaram [não apenas a mim, não uma pergunta, mas uma provocação] o que era educação para mim e, em síntese, o que eu queria alcançar com a educação.

Sinto que ainda não me detive à pergunta, bem como à resposta. Vaguei.

Hoje não tenho resposta, apenas anseios e desejos, mas sei que não quero esperar mais: esperar pela resposta para daí então agir. Minha filosofia-de-botequim-do-mês é: faça e pense junto. Já cansei de pensar muito, dar chance à minha preguiça.

Estou divagando e pode ser que eu esteja falando uma burrada e que daqui dois dias eu leia isso e pense “que lixo”, mas quero me dar o prazer de pensar isso após ter feito. Ah sim, claro que isso não significa ser inconsequente e extremamente impulsivo, não é uma situação extremada, apenas acho que não quero mais ficar totalmente amarrado e com medo de errar e de me equivocar.

Recentemente terminei o que eu chamo de “minha primeira hq”, que cá entre nós está uma vergonha, Me disseram que está bonita e tudo mais – e disso eu não discordo. Enfim, o fato é que mesmo estando ruim para mim, desta vez eu fiz e agora eu posso arrumar. Quero coisas concretas – chega de ideias que nunca chegam a lugar algum.

Chega de se auto-sabotar.

tá bonito?

O que eu penso é que o mundo é bem melhor do que nos parece. As coisas estão aí para serem feitas, há muita coisa, inclusive, mas não é das nossas cadeiras, em frente aos computadores, como nossas palavras magoadas e ríspidas, que vamos mudar nada. Bom, não proponho um levante, não proponho que hostilizemos as pessoas que estão em frente aos seus computadores – como eu, agora -, proponho apenas que não sejamos os velhos ranzinzas e reclamões quando ainda temos vinte e tantos anos, trinta e tantos anos, quarenta, cinquenta…

Que tal não comprar todos os discursos de imediato? Que tal ouvir Michel Teló? Que tal ver o Big Brother? Que tal ler a Veja? Que tal fazer tudo isso ouvindo, vendo e lendo criticamente, sem tentar APENAS reproduzir tudo o que ouvimos de antemão? A música pode ser ruim, a televisão pode ser vazia e uma revista trazer uma visão de mundo mas e o que fazemos com isso? Tudo é melhor fora do Brasil? Os nossos vales eram realmente mais verdes no passado?

E não vou terminar com nenhuma frase de efeito.

Só espero que outros textos sem rumo sejam escritos. O rito de passagem, de um ano pro outro, acho que foi cumprido. Bonjour, 2012.

cogumelos começaram a nascer no jardim

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