Feminina

06/03/2012 § 1 Comentário

Quero simplesmente fazer minha singela homenagem ao Dia Internacional da Mulher. Não pensei neste post simplesmente para essa “comemoração”, o que ocorreu foi que, ao tempo que estava pesquisando sambas para as minhas playlists comemorativas de 4 anos, me deparei com as brilhantes obras de Dona Ivone Lara, Gisa Nogueira e Leci Brandão – três compositoras de samba.

Gisa Nogueira, Dona Ivone Lara e Leci Brandão - essas lindas

Elas não são, de fato, as únicas. Poderíamos citar outras, ouvir outras e falar sobre outras. Mas, hoje escolhi falar delas por serem três que eu recentemente tomei contato profundo e comecei a admirar ainda mais. São mulheres no samba, são mulheres compositoras, são mulheres num campo extremamente masculino. São mulheres, são pessoas, acima de tudo, para se admirar como um todo, por seu valor, garra e força.

A ideia aqui não é de contar a história delas, das batalhas, dos entraves e dificuldades, sei que vou falar de modo bem geral. Mas é minha intenção: jogar a faísca. De qualquer modo, o simples fato de ser compositora, no samba ou não, já é uma evidência da determinação delas. Afinal, é sabido que, historicamente, as mulheres não participam [ou são deixadas participar] da composição musical. E vejam bem, não estou, definitivamente, fazendo uma playlist com sambas compostos por elas apenas por serem mulheres e eu estar homenageando o feminino no samba. Muito além disso, suas obras são brilhantes [ou seja, contém um brilho especial, distinto], são ricas, complexas e vastas – como a de muitos compositores homens não são.

Com o nome da playlist [Feminina], também aproveito para homenagear outra compositora fantástica, a Joyce. Ela não é exclusivamente uma “sambista”, ainda que beba desta água, como uma parte da música popular brasileira. Também dá nome, e foi incluída, pois é uma canção que nos revela mais deste “ser feminina”, além de outras interpretações mais complexas que esta.

Apesar da data [8 de março] ter sido um estopim para esta seleção, este escrito e reflexão, quero que isto não se isole aqui. Não apenas estas grandes mulheres, como todas as outras, tem de ser vistas, compreendidas e respeitadas por todos os outros dias do ano. Coisa banal, escrita assim, ao lado desta data, mas é uma afirmativa muito séria para mim. Não bastará apenas olhar para elas durante, no máximo, uma semana do ano. Ser compositora é uma tarefa árdua, mas não apenas a composição nos revela isso – e é nisso que temos de deter nossas atenções e preocupações.

Quero me deliciar com este feminino na música, sempre.

Feminina by Shin Hatagima on Grooveshark

Sereia Guiomar | Ivone Lara & Délcio Carvalho
Dona Ivone Lara & Maria Bethânia | Sorriso Negro | 1981

A janela | Gisa Nogueira
Gisa Nogueira | Saldo Positivo | 1978

Cadê Marilza | Leci Brandão
Leci Brandão | Antes que eu volte a ser nada | 1975

Quero sim | Darcy da Mangueira & Leci Brandão
Alcione | Gostoso Veneno | 1979

De novo desamor | Gisa Nogueira
Beth Carvalho | Pandeiro e Viola | 1975

Alvorecer | Ivone Lara & Délcio Carvalho
Clara Nunes |Alvorecer | 1974

Feminina | Joyce
Joyce | Feminina | 1980

P.S.: Ontem, procurando imagens para ilustrar este post, qual minha surpresa em encontrar duas fotos em que estas três lindas estão juntas – aparentemente num projeto homenageando Pixinguinha. Que delícia! :)

P.S. 2: Não posso, de modo algum, deixar de agradecer a Babi por permitir que eu usasse uma foto [a original você encontra aqui] dela para ilustrar minha playlist. Não foi uma escolha ao acaso, vale colocar, pois ela é uma mente preocupada com estas questões femininas. E, além disso, é uma mulher que eu admiro muito!

Quem lucrou fui eu

22/02/2012 § 1 Comentário

Pra começar, vamos ser óbvios: começando pelo começo, a primeira playlist só poderia ser sobre o fim de um romance. Mas, vejam bem, não um fim melancólico [chorando no tapete atrás da porta], sim um fim em que quem foi rompido dá a volta por cima e vai festejar o teu sofrer, o teu penar.

Começo por aqui pois, quando eu voltei a ouvir samba, eu estava num namoro, que pouco tempo depois terminou. Na época, estava escutando os quatro volumes do Casa de Samba [projeto encabeçado pelo grande Rildo Hora], onde foram regravados sambas como “Lenço”, Você passa, eu acho graça”, “A flor e o espinho” e “Volta por cima” [em duetos muitas vezes inusitados e bem sucedidos, outras vezes não]. E foram justamente estes sambas que citei que imediatamente me tocaram, por serem canções que retratam o fim de um amor: de uma forma ou de outra mostram um sofrimento pelo amor desfeito, mas também não ficam apenas lamentando.

Claro que as situações expostas nas músicas não foram 100% do que ocorreu comigo e com o fim do meu namoro, mas viver aquilo como se fosse verdade me ajudou. E foi justamente o ritmo quente que me (re)encantou, afinal, porque as músicas de fim de romance tem de ser tristes? Ver que a alegria que existia, e que estava no samba, me reconfortava e deu uma boa força – foi esse o meu primeiro prazer nessa volta.

O samba “Quem lucrou fui eu”, do Monarco, e que dá o título desta playlist, além de sintetizar o tema desta compilação, também remete ao fato de ter sido um fim de romance que intensificou a minha volta ao samba, bem como fez com que ele fincasse raízes. Ou seja, sim, quem lucrou com este fim de namoro fui eu.

Nesta playlist eu foquei bastante nos sambas que eu ouvia na época (que é o caso de “Samba de um minuto”, além dos já citados oriundos da Casa de Samba) ou que, hoje, eu vejo que tem muito a ver com o tema – todo o resto de sambas. Claro que as versões que coloquei aqui não são, necessariamente, as que eu ouvia quatro anos atrás, exceto pelo dueto do Noite Ilustrada e da Cássia Eller de “Você passa, eu acho graça”.

Enfim, chega de papo e bóra curtir um bom samba e espantar a desilusão. :)

Quem lucrou fui eu by Shin Hatagima on Grooveshark

Teu amor é falso | Duani Martins
Mariana Aydar | Peixes Pássaros Pessoas | 2008

Derramando lágrimas | Alvarenga O Samba Falado e Délcio Carvalho
Clara Nunes | Clara | 1981

Vou deitar e rolar (quaquaraquaquá) | Baden Powell e Paulo César Pinheiro
Elis Regina | Em pleno verão | 1974

Mal de amor | Mauro Diniz, Beto Sem Braço e Zeca Pagodinho
Mauro Diniz | Raça Brasileira | 1985

Samba de um minuto | Rodrigo Maranhão
Roberta Sá | Que belo estranho dia pra se ter alegria | 2007

A flor e o espinho | Alcides Caminha, Guilherme de Brito e Nelson Cavaquinho
Elizeth Cardoso | Elizeth sobe o morro | 1965

Volta por cima | Paulo Vanzolini
Dóris Monteiro | Gostoso é sambar | 1963

Quem lucrou fui eu | Monarco
Maria Creuza | Maria Creuza e os grandes mestres do samba | 1975

Sorriso aberto | Guará
Jovelina Pérola Negra | Sorriso aberto | 1988

Você passa, eu acho graça | Carlos Imperial e Ataulfo Alves
Noite Ilustrada & Cássia Eller | Casa de Samba 4 | 2000

Lenço | Francisco Santana e Monarco
Monarco | Monarco | 1976

Vou festejar | Naoci, Dida e Jorge Aragão
Beth Carvalho | De pé no chão | 1978

Ao voltar do samba | Sylval Silva
Ná Ozzetti | Balangandãs | 2009

Alegria | Cartola e Gradim
Velha Guarda da Mangueira * | Raízes da Mangueira | 1958

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* Coloquei aqui Velha Guarda da Mangueira, mas segundo alguns sites de banco de dados de gravações, o artista deste álbum não é considerada a Velha Guarda em si. No Discos do Brasil, você pode conferir que são “vários intérpretes”, mas os cantores desta faixa são, em coro, Babaú, Cartola, Jorge Zagaia, Jurandir da Mangueira, Nelson Sargento e Xangô da Mangueira.

Quatro anos de samba

22/02/2012 § 1 Comentário

Há quatro anos estava eu revirando alguns CDs velhos em casa e escutando alguns LPs na casa da minha tia: foi o começo da minha “volta ao samba”. Depois de um bom período, me deu a vontade súbita de escutar novamente coisas que eu gostava quando era menor. Desde então não parei mais e hoje relembro um pouco de tudo isso.

Eu pensei em várias palavras e frases empoladas e dramáticas para este texto, mas quero me distanciar disso, na medida do possível, pois sinto que elas diminuem o que eu realmente gostaria de expressar.

Voltar a escutar samba foi muito bom, foi muito importante e não foi simplesmente uma coisa banal. Coincidiu e deu força a um próprio movimento da minha vida, de resgate, um resgate sobre quem eu era / sou. Sei lá, é muito difícil explicar com palavras neste momento, muito pois é a primeira vez que eu paro especificamente para pensar e escrever sobre isso.

De qualquer forma, essa volta foi como voltar a raiz. Não sei bem que raiz ou que tradição inventada é essa [e aqui eu estou usando palavras fortes, dramáticas e explosivas para tentar expor algo que não sei bem o que é], mas, em outras palavras, esse retorno à fonte foi um indicativo de uma mudança de visão de mundo que eu tinha, foi a pista mais visível do meu interesse, gosto e preocupação com elementos da nossa cultura nacional [ainda que eu saiba, vejam bem, que o não é samba o elemento único ou da gênese da cultura brasileira, apenas pontuo como um dos caminhos que nos podem levar a esta investigação – e aquele que eu escolhi neste momento]. Enfim, o fato é que depois de voltar a escutar samba eu comecei a pensar nessas coisas e desse modo, o que me leva, invariavelmente, a pensar que essa retomada, essa volta, foi essencial para que hoje eu esteja aqui [fisica e virtualmente falando].

E penso que apenas hoje, depois destes anos, seja possível fazer essa retrospectiva pois sinto que estou atingindo uma certa “maturidade” no samba. O que quero dizer é que agora estou ampliando o espectro do que eu ouvia, procurando coisas que eu ainda nõ ouvia, escutando novamente músicas que eu anteriormente não gostava, tentando rever alguns preconceitos e, principalmente, com vontade de participar mais, de ir aos lugares, às rodas, aos blocos, aonda quer que seja. Agora chegou o momento de sair pelas ruas, não apenas ficar gostando e curtindo samba dentro de casa ou no meu iPod.

Enfim, este, como vocês podem ler, é um post de introdução. Nas próximas semanas e meses, pretendo colocar aqui algumas playlists me debruçando por essa breve história, destes quatro anos. A história em si é um tanto conturbada e alguns fatos já estão meio apagados da minha memória, mas de pouco a pouco tentarei retomá-la.

Agora é deixar o samba passar. :)

Feliz ano novo – de novo

01/02/2012 § Deixe um comentário

Eu realmente estava preparando um posto todo rebuscado e introspectivo para comemorar a minha passagem de ano (que é um tanto quanto espiritual e, apenas os mais próximos vão entender). Mas… pra quê?

Uma coisa que me ajudou/alegrou/animou neste mês de limbo [também conhecido como Janeiro] foi voltar a escutar uns bons sambas da Beth – ao menos de maneira mais “sistemática”. Então eu deixo o samba falar por mim, deixo um samba que de uma certa maneira traduz o que eu espero/quero/desejo, para todos nós, neste ano. :)

Deixa a Beth cantar!

Xô gafanhoto!

7 sambas para São Paulo

24/01/2012 § 1 Comentário

Mesmo passando muito tempo amando, depois odiando, depois suportando, depois tentando entender, acho que nunca homenageei publicamente a cidade de São Paulo – ou, pelo menos, não me lembro de imediato. Mas digo: gosto de viver aqui.

E, inspirado nessa seleção de músicas sobre São Paulo, feita pelo IG, resolvi fazer minha singela homenagem, escolhendo sete sambas que mostram alguns dos inúmeros, infindáveis olhares da cidade: seja um lamento nostálgico, um conto sobre o viver na cidade ou uma exaltação da sua vivacidade.

De qualquer modo, parabéns São Paulo. :)

 

1_ São Paulo, menino grande
Geraldo Filme | Geraldo Filme (1980)
 
2_ Garoa, resistência do meu samba
Tias Baianas Paulistas Memória do Samba Paulista | Tias Baianas Paulistas (2009)
 
3_ Roda de Sampa
Kiko Dinucci e Bando AfroMacarrônico | Pastichê Nagô (2008)
 
4_ Samba lá em São Mateus
Berço do Samba de São Mateus | Berço do Samba de São Mateus (2007)
 
5_ Praça Clóvis
Beth Carvalho | Canta o samba de São Paulo (1992)
 
6_ Praça 14 Bis
Dona Inah | Olha quem chega (2008)
 
7_ Vide verso meu endereço
Adoniran Barbosa | Adoniran Barbosa (1975)

 

 

Ps: minha intenção era colocar uns vídeos do youtube pra ilustrar minha playlist, mas como resolvi bancar o “indie-do-samba” não encontrei a maioria das músicas. Desculpem, ok? Mas ficam os vídeos da Dona Inah cantando Praça 14 Bis, no Samba da Vela (<3) e o Adoniran cantando Vide verso meu endereço. De qualquer modo, fica a dica dos outros sambas, menos conhecidos, para vocês ouvirem nesta data. :)

Som definitivo

25/07/2011 § 2 comentários

Desde meados de março/abril deste ano eu estou fazendo parte do Coral Todos os Cantos, na FEUSP, tal experiência tem sido muito importante e legal para mim. E o que isso tem a ver com o álbum Som definitivo? Tudo. Digo o porquê: essa minha participação no coral fez com que eu tivesse vontade de ouvir coisas bacanas de grupos vocais. Pesquisei um pouco e, graças ao Augusto Gomes, encontrei este fantástico álbum e por isso venho hoje falar um pouco dele.

Não vou me deter em alguns aspectos históricos, entre outras coisas, pois existem outros lugares (como aqui, aqui e aqui) que já falaram e eu acabaria me repetindo e/ou dizendo mais do mesmo. Também não preciso repetir mais uma vez que este álbum é incrível, bom com tantos compositores fantásticos e canções igualmente lindas, seria preciso muito talento para não fazer algo bom.

O que realmente me chamou a atenção foram os arranjos das músicas, do Luiz Eça, que simplesmente as transformam em algo maior: vide Água de Beber, que para mim tem o melhor arranjo deste álbum, quiçá seja a melhor versão desta música [o que me faz ter uma vontade imensa de que nós, do coral, cantemos esta música, num arranjo similar]. Além disso, que também não é pouca coisa, existe o fato de eu não ser um grande fã de bossa nova, da influência do jazz e das músicas desse período (o meu lance é a década de 70), apesar de tudo isso, este se tornou um dos meus álbuns favoritos e está na minha lista “você precisa ouvir para saber o que é a música popular brasileira”.

Essa experiência de escutar algo que eu normalmente não escutaria (ou seja, em poucas palavras, qualquer coisa que não seja um sambão dos anos 70) me deixou bem feliz e até me fez pensar em separar um tempo da minha vida para escutar algumas coisas diferentes e ampliar o meu conhecimento em música brasileira, mas daí eu fico com a impressão de que ouvir música viraria algo meio burocrático e não tão prazeroso. E vamos combinar, música, ao menos pra mim, tem a ver com prazer.

Posso estar totalmente errado, mas hoje ainda prefiro ficar com o samba, ainda que meu coração tenha se aberto um pouco mais pra bossa nova e outras coisinhas mais. :)

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Som definitivo | Quarteto em Cy & Tamba Trio | 1966
1 – Zambi (Edu Lobo/Vinicius de Moraes)
2 – Imagem (Luis Eça/Aloysio de Oliveira)
3 – Aleluia (Edu Lobo/Ruy Guerra)
4 – Das Rosas (Dorival Caymmi)
5 – Se Você Pensar (Francis Hime / João Vitório)
6 – Água de Beber (Tom Jobim/Vinicius de Moraes)
7 – O Mar É Meu Chão (Dori Caymmi/Nelson Motta)
8 – Arrastão (Edu Lobo/Vinicius de Moraes)
9 – Apelo (Baden Powell/Vinicius de Moraes)
10 – Eu Vim da Bahia (Gilberto Gil)

ps: não posso deixar de chamar a atenção para a capa deste álbum, afinal, é da Forma. <3

Maria Creuza e os mestres do samba

01/04/2011 § 2 comentários

Se existe uma coisa, que rapidamente consigo afirmar ser constante na minha vida, essa coisa é o samba. Ouvia bastante em criança, e a presença do samba foi crucial para a minha formação. Apesar de momentos de afastamento, sempre “volto ao samba” por sentir essa íntima conexão.

Enfim, o que me traz a esboçar sobre o samba e sua importância para mim, é o fato de eu recentemente ter baixado e ouvido o álbum “Os grandes mestres do samba”, de 1975, da cantora Maria Creuza. A curiosidade é que ele, de alguma forma, desde cedo esteve presente na minha vida: havia uma coletânea em casa (que eu adorava ouvir e que realmente formatou meu gosto por samba), com várias canções, de diversos compositores e intérpretes, e dentre eles estavam “Chega pra lá” e “Exaltação a Tiradentes”, cantados por Maria Creuza.

Mais velho, lembrando disso, fui baixar um álbum dela e descobri o repertório geral dela nada tinha a ver com as minhas lembranças. E ficou por isso mesmo. No mês passado, voltei a ouvir a coletânea do “Cartola – 100 anos | o autor e seus intérpretes” e qual foi minha surpresa uma faixa cantada por Maria Creuza, “Pouco importa”. Fui vasculhar na rede mundial de computadores – a internet (LOL) e acabei por descobrir que essas três faixas, neste post citadas, pertenciam a um mesmo álbum, “Os grandes mestres do samba”.

O que é interessante é perceber que, mesmo não sendo uma “cantora de samba”, Maria Creuza fez um trabalho digno com um repertório off dos compositores homenageados com a categoria de “grandes mestres”. Para citar alguns: Cartola, Nelson Cavaquinho, Martinho da Vila e Monarco. Nesse repertório tão off, existem temáticas que são pouco vistas no samba, como em “Cordas e correntes” (em poucas palavras, sobre a mulher e o momento de independência feminina) e “Amor de mãe” (como o próprio nome diz, uma canção em homenagem às mães). Há também sambas bons de ginga e letra, mas desconhecidos, como “Rala rala”, “Alhos e bugalhos” e “Quem lucrou fui eu”.

E eis que aqui me reencontro com um menino de 6, 7 anos que passava a tarde ouvindo e cantando “chega pra lá, eu não quero mais te ver, já cansei de te aturar”.

Maria Creuza e os Grandes Mestres do Samba | Maria Creuza | 1975 
1 – Chega Pra Lá (Élton Medeiros/Joacyr Santana)
2 – Rala Rala (Wilson Moreira/Nei Lopes)
3 – Amor de Mãe (Nelson Cavaquinho/Guilherme de Brito)
4 – Exaltação à Tiradentes (Mano Décio da Viola/Penteado/Estanislau Silva)
5 – Pouco Importa (Cartola)
6 – Soldado do Amor (Cartola/Nuno Veloso)
7 – Cordas e Correntes (Martinho da Vila)
8 – Quem Lucrou Fui Eu (Monarco)
9 – O Namorado de Maria (Xangô da Mangueira/Aniceto do Império)
10 – Alhos e Bugalhos (Zé do Maranhão)
11 – Madrugada (Zé Keti)
12 – A Timidez Me Devora (Jorginho / Walter Rosa)

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