Design Brasileiro Hoje: Fronteiras

08/06/2009 § 1 Comentário

mídia ecoduca, de fred gelli

Com a intenção de mostrar ao público o design brasileiro, sem traçar um ranking ou um panorama, a exposição Design Brasileiro Hoje: Fronteiras, em exibição no Museu de Arte Moderna (MAM-SP), se mostra absolutamente feliz. Com ela, estamos diante de uma colagem de diversos “produtos” do design brasileiro, (re)conhecendo coisas que estão ao nosso redor.

Misturando projetos editoriais, utensílios domésticos, jóias, vídeos, mobiliário, moda e outros campos de atuação do design, o objetivo é mostrar as coisas que nos rodeiam e outras que ainda são pouco conhecidas, com um foco particular na criatividade e inventividade. Com essa exposição, fica claro que o design brasileiro está maduro e seguro. Com curadoria da grande Adélia Borges, ex-curadora do Museu da Casa Brasileira, a mostra exibe o design brasileiro, vivo e vibrante, que continua em constante mutação, crescimento e amadurecimento.

cristal de luz, de tt leal

Estou colocando algumas fotos, tiradas por Augusto Gomes, para ilustrar um pouco o texto. Verdade seja dita, esse post é apenas para incentivar a ida à exposição. Existem boas informações para uma boa “degustação”, o espaço está bem organizado e os itens amostra são, de modo geral, um bom colírio para os olhos.

Para a criação dessa colagem, foram selecionados 95 designers de diversas partes do Brasil, ultrapassando assim o clássico eixo Rio-SP. Alguns deles são: Alexandre Wollner, Amir Slama, Antonio Bernardo, Arthur Casas, Baba Vacaro, estúdio BijaRi, Chico Homem de Melo, Claudia Moreira Salles, Fernando e Humberto Campana, Gerson de Oliveira e Luciana Martins, Guto Lacaz, Hans Donner, Heloisa Crocco, Índio da Costa, Isay Weinfeld, Kiko Farkas, Leo Battistelli, Mana Bernardes, Marcelo Rosenbaum, Miran, Nido Campolongo, Oskar Metsavaht, Rico Lins, Rogério Duarte, Ronaldo Fraga, Tátil Design, TT Leal,  entre outros.

tupigrafia #8, de claudio rocha e tony de marco

Meus destaques vão para: Liane Kreitchmann/Equipe Bettanin, com a vassoura Noviça; Ilse Lang e o seu cabideiro Laço; a Tupigrafia #8, do Cláudio Rocha e Tony de Marco; Eduardo Recife e suas fontes tipográficas Handmade e Misprinted; a belíssima Coleção Moda Brasileira, de Elaine Ramos; o inspirador projeto gráfico do festival INDIE, do Hardy’Voltz; Jun Nakao e seu inesquecível desfile A Costura do Invisível; e da Lobo, as vinhetas de abertura das minisséries A Pedra do Reino e Capitu. Reparem que, só com esses poucos exemplos dá para se ter uma idéia da variedade presente.

Na continuação, mais destaques: a passarela para o desfile da Colcci, do Muti Randolph; Sergio Rodrigues e sua poltrona Diz; a identidade visual da Comedoria do SESC, da Simone Mattar; o impressionante catálogo Frans Krajberg: Natura, da Tecnopop; as fantásticas luminárias Bossa e Bossinha, de Fernando Prado; e por fim, mas não menos importante, a Mídia Ecoduca, com seu lema “baixo impacto ambiental / alto impacto sensorial”, de Fred Gelli. Ah sim! Último destaque: o site da exposição! Visitem e tenham uma boa prévia do que vocês vão encontrar lá.

Ufa! Mas é isso aí. Espero que esse post incentive você a ir ao MAM-SP e prestigiar essa tão bela mostra de design, nosso design. Depois de sair de lá, dá pra pensar muita coisa, eu já to com muitas maquininhas funcionando na minha cabeça… só pensando, por enquanto.

design brasileiro hoje: fronteiras

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P.S.: CORRÃO! A exposição fica no MAM-SP até o dia 28 de junho!

P.S.2: O catálogo da exposição ainda não está pronto e só chega no final do mês. Ou seja, quando a mostra terminar! =)

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