Connexions>Conexões

23/11/2009 § 1 Comentário

Estou devendo este post já faz um tempinho, mas agora vai. Desde setembro desse ano, está em exposição no SESC Pompéia, a mostra Connexions>Conexões (de la nouvelle scène graphique | do novo panorama gráfico), que tem como motivo traçar um paralelo entre a produção do design gráfico brasileiro e francês.

A exposição, sob a curadoria de Christele Kirschtetter e Rico Lins, como eu já havia dito no outro post, está cheia de trabalhos inventivos, de alta qualidade e realmente inspiradores. Os designers que tem trabalhos na exposição são: David Poullard, Valence, Fanette Mellier, Frédéric Teschner, Gregoire Romanet, Helmo, Lieux Communs, Mathias Schweizer, Pierre Perronet e Wijntje van Rooijen, Trafik (representando a França); e Arterial, BijaRi, Crimes Tipográficos, Cubículo, Daniel Trench, Elaine Ramos, Grupo Piratininga, Super Uber, noz.art, Ps2 (representando o Brasil). Dos franceses eu não conhecia nenhum e me impressionei com praticamente todos; dos brasileiros eu já conhecia alguns e sabia que não iria me arrepender de ver mais trabalhos!

A montagem da exposição, que não está linear, pode confundir e cansar um pouco, ainda mais por estar num espaço relativamente pequeno. Mas desse “caos” à primeira vista, abrem-se mil possibilidades e, mais importante, a conexão com (e entre) as obras e com o estado contemporâneo, que é o grande foco (da mostra e dos designers/artistas). Ainda sobre a montagem digo que senti um pouco de falta de algumas explicações sobre as obras (algo meio didático, assumo), embora isso possa ser respondido pelo sentido da interpretação e participação individual de cada um.

Existem sim textos interessantíssimos sobre cada designer (ou dupla, ou coletivo etc), que num esquema pergunta-e-resposta, evidenciam, exploram e determina as razões e os motivos de cada qual, porém como são muitos textos, e eles não são curtos, esse artifício acaba tornando-se deveras cansativo, muito embora interessante. Uma pena que esses textos não estão disponíveis no folheto, onde poderíamos ler com mais calma e de modo mais confortável.

Enfim, em resumo é isso que posso dizer. Não vou explorar muito as obras em si, porque a graça mesmo é ir e se “espantar”. Aproveitem que essa é a última semana da exposição! Quem for, vai ver que está muito legal e muito inspiradora, principalmente se você está se sentindo meio perdido e sem rumo (meu caso), e se você foi, deixe a sua opinião (concordando ou não com o que escrevi aqui)! =)

Para ver mais fotos, clique aqui!

_
Connexions>Conexões
Onde: SESC Pompéia | Rua Clélia, 93 – São Paulo
Até 21/11/2009
Terça a sábado, das 10h às 21h | Domingos e feriados, das 10h às 20h

p.s.: pra finalizar eu PRECISO falar sobre esse folheto. Como vocês podem ver na foto, ele tinha “desmontado”, aí você destacava um, dobrava (seguindo as instruções) e montava! uma coisa linda! fiquei fã!

p.s.2: destaque para o modelo da foto, o querido Iberê!

Connexions>Conexões (rapidinha!)

25/09/2009 § 1 Comentário

Olá Brasil!

Hoje foi a abertura da exposição CONNEXIONS>CONEXÕES (de la nouvelle scène graphique | do novo panorama gráfico), aqui em São Paulo, no SESC Pompéia. Eu estava lá para conferir as obras e fiquei extremamente feliz: muita qualidade, muita inspiração aos visitantes! Vale a pena ir conferir (e depois comentar aqui o que achou!)

Por hoje eu só deixo essas poucas palavras. Em breve, no fim de semana (eu espero!), eu posto um texto falando mais sobre essa ótima mostra. Fico por aqui, mas deixo o link das fotos que eu tirei hoje, digamos assim um “aperitivo” para vocês.  Clique aqui e veja!

Clique aqui e leia o post completo! =)

_
Connexions>Conexões
Onde: SESC Pompéia | Rua Clélia, 93 – São Paulo
Até 21/11/2009
Terça a sábado, das 10h às 21h | Domingos e feriados, das 10h às 20h

O Olhar Direto de Paul Strand

21/09/2009 § 1 Comentário

texto por Augusto Gomes

Quem é fã de fotografia e mora em São Paulo não tem motivos para reclamar de 2009. Este ano, a cidade vem recebendo excelentes exposições – a mais recente delas é a dedicada a Henri Cartier-Bresson, que estreou semana passada no Sesc Pinheiros. Mas não é sobre o mestre francês que vamos escrever nesse post. O mestre é outro: o americano Paul Strand.

strand01

O Museu Lasar Segall, na Vila Mariana, exibe até o próximo domingo (27) uma retrospectiva com mais de 100 fotografias de Strand. A mostra leva o subtítulo de “Olhar Direto”. O nome tem uma boa explicação, já que “direto” talvez seja o melhor termo para definir seu estilo.

Strand começcou a fotografar nos anos 1910. Com uma câmera escondida, vagava pelas ruas de Nova York, capturando instantâneos da metrópole. Depois, interessou-se pela vida nas pequenas cidades, e fez ensaios na França e Itália, entre outros países. Nesses trabalhos posteriores, fotografavas as pessoas de frente, olhando diretamente para a câmera.

strand02

São esses retratos as obras mais marcantes de Strand. Neles, as pessoas parecem ter uma vida que sai da foto e chega até nós. Além das fotos, a exposição também tem um curta que ele dirigiu em 1921 junto com o artista plástico Charles Sheeler, com imagens de Nova York.

A exposição tem entrada gratuita e fica em cartaz no Museu Lasar Segall (Rua Berta, 111, Vila Mariana) até domingo (27), das 14h às 19h (18h no domingo).


_

Agradecimentos especiais ao Augusto pelo texto especial aqui para o blog! :)

Rico Lins: uma gráfica de fronteira

23/06/2009 § 1 Comentário

brasil em cartaz

Recentemente fui ao Instituto Tomie Ohtake, sem a menor pretensão de ver alguma exposição, fui por puro ócio, coisa tão rara. Eis que me deparo com a presente exposição Rico Lins: uma gráfica de fronteira, que percorre a obra do homônimo designer gráfico brasileiro.

Já fazem uns bons anos que eu tive o contato inicial com a obra de Rico Lins, foi na época em que eu assisti uma palestra que ele deu no SENAI Theobaldo de Nigris. Lembro-me que fiquei um tanto quanto impressionado com a personalidade de seus cartazes, mas por algum motivo desconhecido nunca fui pesquisar mais além. E agora, temos a chance de visitar grande parte dos trabalhos já realizados.

dois cartazes da jazz sinfonica

A mostra, que está bem organizada e distribuída, se divide em três salas e logo em três “temáticas”. É importante relevar a intenção autoral do Rico Lins, ou seja, mesmo combinar a liberdade da criação com a solicitação dos clientes. Vemos com amostras do real, que ele conseguiu e se fez nessa condição. Na primeira, residem os esboços, as anotações e estudos, é intrigante ver o contraste do momento da criação e da obra já finalizada.

Nesta primeira sala também são exibidos diversos vídeos sob sua autoria. Embora interessantes quando postos nesse “panorama”, eles não trazem a mesma força dos cartazes, onde está o primor desse designer. Estes que estão expostos na segunda sala, junto com algumas outras peças, fazem gritar o espírito e toda a força de Rico Lins. Fique de olho na série da Jazz Sinfônica, é realmente impressionante e outras palavras não cabem para descrever. Por fim, há a terceira sala, que depois dos cartazes, fica “fraca”. Lá estão expostas outras peças gráficas, que continuam mostrando sua personalidade e inventividade, mesmo em outros formatos e com outros objetivos.

Pra finalizar, de maneira bem rápida e objetivo, eu digo: se você não foi a exposição ou não conhece o Rico Lins, corra! =)

Rico Lins

Rico Lins: uma gráfica de fronteira
Onde: Instituto Tomie Ohtake (entrada gratuita!)
Até 12/07/2009

_

P.S.: no folder diz que haverá uma oficina no sábado, dia 11/07! Liguem e peguem informações no telefone (11) 2245-1937. CORRÂO!

Design Brasileiro Hoje: Fronteiras

08/06/2009 § 1 Comentário

mídia ecoduca, de fred gelli

Com a intenção de mostrar ao público o design brasileiro, sem traçar um ranking ou um panorama, a exposição Design Brasileiro Hoje: Fronteiras, em exibição no Museu de Arte Moderna (MAM-SP), se mostra absolutamente feliz. Com ela, estamos diante de uma colagem de diversos “produtos” do design brasileiro, (re)conhecendo coisas que estão ao nosso redor.

Misturando projetos editoriais, utensílios domésticos, jóias, vídeos, mobiliário, moda e outros campos de atuação do design, o objetivo é mostrar as coisas que nos rodeiam e outras que ainda são pouco conhecidas, com um foco particular na criatividade e inventividade. Com essa exposição, fica claro que o design brasileiro está maduro e seguro. Com curadoria da grande Adélia Borges, ex-curadora do Museu da Casa Brasileira, a mostra exibe o design brasileiro, vivo e vibrante, que continua em constante mutação, crescimento e amadurecimento.

cristal de luz, de tt leal

Estou colocando algumas fotos, tiradas por Augusto Gomes, para ilustrar um pouco o texto. Verdade seja dita, esse post é apenas para incentivar a ida à exposição. Existem boas informações para uma boa “degustação”, o espaço está bem organizado e os itens amostra são, de modo geral, um bom colírio para os olhos.

Para a criação dessa colagem, foram selecionados 95 designers de diversas partes do Brasil, ultrapassando assim o clássico eixo Rio-SP. Alguns deles são: Alexandre Wollner, Amir Slama, Antonio Bernardo, Arthur Casas, Baba Vacaro, estúdio BijaRi, Chico Homem de Melo, Claudia Moreira Salles, Fernando e Humberto Campana, Gerson de Oliveira e Luciana Martins, Guto Lacaz, Hans Donner, Heloisa Crocco, Índio da Costa, Isay Weinfeld, Kiko Farkas, Leo Battistelli, Mana Bernardes, Marcelo Rosenbaum, Miran, Nido Campolongo, Oskar Metsavaht, Rico Lins, Rogério Duarte, Ronaldo Fraga, Tátil Design, TT Leal,  entre outros.

tupigrafia #8, de claudio rocha e tony de marco

Meus destaques vão para: Liane Kreitchmann/Equipe Bettanin, com a vassoura Noviça; Ilse Lang e o seu cabideiro Laço; a Tupigrafia #8, do Cláudio Rocha e Tony de Marco; Eduardo Recife e suas fontes tipográficas Handmade e Misprinted; a belíssima Coleção Moda Brasileira, de Elaine Ramos; o inspirador projeto gráfico do festival INDIE, do Hardy’Voltz; Jun Nakao e seu inesquecível desfile A Costura do Invisível; e da Lobo, as vinhetas de abertura das minisséries A Pedra do Reino e Capitu. Reparem que, só com esses poucos exemplos dá para se ter uma idéia da variedade presente.

Na continuação, mais destaques: a passarela para o desfile da Colcci, do Muti Randolph; Sergio Rodrigues e sua poltrona Diz; a identidade visual da Comedoria do SESC, da Simone Mattar; o impressionante catálogo Frans Krajberg: Natura, da Tecnopop; as fantásticas luminárias Bossa e Bossinha, de Fernando Prado; e por fim, mas não menos importante, a Mídia Ecoduca, com seu lema “baixo impacto ambiental / alto impacto sensorial”, de Fred Gelli. Ah sim! Último destaque: o site da exposição! Visitem e tenham uma boa prévia do que vocês vão encontrar lá.

Ufa! Mas é isso aí. Espero que esse post incentive você a ir ao MAM-SP e prestigiar essa tão bela mostra de design, nosso design. Depois de sair de lá, dá pra pensar muita coisa, eu já to com muitas maquininhas funcionando na minha cabeça… só pensando, por enquanto.

design brasileiro hoje: fronteiras

_

P.S.: CORRÃO! A exposição fica no MAM-SP até o dia 28 de junho!

P.S.2: O catálogo da exposição ainda não está pronto e só chega no final do mês. Ou seja, quando a mostra terminar! =)

9ª Bienal de Design Gráfico

12/04/2009 § 1 Comentário

marca_9bienal

Para ser um designer exemplar, este feriadão fui prestigiar um dos eventos/exposições mais prestigiados e tradicionais do design gráfico brasileiro, a Bienal de Design Gráfico, organizada pela Associação dos Designers Gráficos (ADG). Na sua nona edição, a mostra, que este ano ocorre no Centro Cultural São Paulo, está bem madura e com ares bem modernos e bem mais dinâmica.

A Bienal nesta edição modulou a exposição dos trabalhos e projetos em nove partes, com diferentes curadores, desta vez não separando por categorias descritivas, e sim, conceituais. Essa modificação, pelo menos pra mim, caracterizou uma mostra mais ágil, moderna e menos monótona. As nove categorias são: Comunicação Sintética, com curadoria de Chico Homem de Melo; Design e Interfaces Audiovisuais, com curadoria de Mateus de Paula Santos; Design e Memória Nacional, com curadoria de Rafael Cardoso; Design Propulsor da Economia, com curadoria de João de Souza Leite; Fluxos, com curadoria de Celso Longo; Manifesto, com curadoria de Paulo Moretto; Poéticas Visuais, com curadoria de Alécio Rossi; e Popular, Regional, Vernacular com curadoria de Fátima Finizola.

Não fiz muitas anotações durante a visita e nem tirei muitas fotos, me preocupei em ver e pensar diante da produção escolhida. Se o design gráfico brasileiro fosse apenas o que foi visto lá, de um certo ponto de vista, seria muito bom, mas não podemos deixar de lembrar que ainda há um longo caminho para percorrer, tanto pela profissionalização de tantos “designers” que andam por aí, quanto a própria luta da existência legal da atividade, e também a “educação visual” dos possiveis clientes e dos usuários do design. De qualquer forma, é muito bom ver os caminhos que estão por aí, ainda mais por ver que o abismo entre a Bienal e os “novos designers” parece ter diminuido. Impressões minhas.

Uma pequena crítica à exposição é quanto às informações disponíveis junto às obras. Há poucos detalhes, o que torna uma mostra de belezas, mas sem fundamentos. Uma contradição. Não se sabe ao certo o conceito, a idéia e a função dos produtos expostos, deixando uma lacuna um pouco perigosa. Seria muito mais proveitoso que houvesse melhores explicações, para melhor usufruto da beleza que está diante de nós.

De um modo geral, eu fiquei muito satisfeito. A 9ª Bienal está bem equilibrada, não tão longa e cansativa, nem superficial e maçante, perfeita pra se ir num fim de semana. Vá até o CCSP e contribua com a sua visita. Parece propaganda, e é! Não que eu tenha alguma coisa a ver, mas acho que vale à pena, para todo mundo. É bem legal ver que o design está por aí e que tudo que está ao nosso redor, ou quase tudo, teve um projeto por trás. Aliás, antes de ter um projeto, teve sim, ou deveria ter, um bom profissional habilitado para criar o melhor possível para todos.

_
9ª Bienal de Design Gráfico
Onde: Centro Cultural São Paulo
Até 17/05/2009

_

P.S.: Clique aqui e dê uma olhada nas atividades paralelas que estão acontecendo lá no Centro Cultural, concomitantemente à exposição.

P.S.2: Vale a pena comprar o catálogo da exposição, que lá está saindo com desconto e têm mais informações sobre os projetos.

Um pouco de arte contemporânea

27/03/2009 § 1 Comentário

rumos artes visuais trilhas do desejo

Já faz alguns dias que eu fui à exposição Rumos Artes Visuais – Trilhas do Desejo, atualmente em exposição no Itaú Cultural, em São Paulo, mas somente agora que surgiu o insight para escrever. Fiquei pensando muito e creio que foi isso que “atrasou” o post. Mas na verdade não há tanto o que falar, afinal, o que importa mesmo é que você que está lendo vá até lá e veja.

Eu gostei bastante da exposição, achei que está de “fácil acesso”, nesse ponto até concordo com uma crítica que eu li por aí, acho que na Folha, que dizia que os artistas estavam inovando pouco. Verdade ou não, vale a pena ir. Eu ainda defendo uma “regra” que eu sigo pra vida: o importante é ir e vivenciar. Você pode gostar, odiar, não entender, criticar, achar banal, mas aquilo já valeu, nem que por um instante, pra botar a cabeça pra funcionar. Alias, não só a cabeça como os sentidos.

Sobre a exposição o que eu posso falar é que a montagem está bem legal, mas às vezes um pouco confusa em relação às placas informativas de cada obra. A mostra ocupa o térreo, os dois andares subsolos e o primeiro andar do Itaú Cultural, sendo o primeiro andar onde estão as obras mais (não sei bem que adjetivo colocar…). Alias: existem duas obras que estão expostas em outro lugar, uma casa ali perto. Eu ainda não fui, quando eu for, se valer, eu escrevo algo aqui! Ah sim, perdi as anotações que tinha feito sobre alguma das obras destaques, na realidade todas do primeiro andar, mas falo o que achei mais legal neste andar: uma xilogravura enorme, simulando um outdoor; a batalha naval gigante que existe lá; e a pintura/tela/tecido, que me impressionou bastante.

Os outros andares também estão legais, com destaque para as fotografias de Sofia Borges; a vídeo-instalação “cada mudança é um esforço de permanência”, do artista Tiago Romagnani, que beira um pouco o clichê, mas não deixa de ser interessante; as mesas disfuncionais de Luciano Zanette; o vídeo feito com 991 fotografias pin-hole; os desenhos, a escultura e a animação de Daniel Herthal, que inclusive me deixaram com mil idéias!; e os desenhos-instalação de Gabriel Netto, no térreo. Ufa!

Ah sim, logo na entrada tem um vídeo sobre arte contemporânea, que não é uma obra-prima, mas tem coisas bacanas. Infelizmente o som da rua atrapalha bastante, então clique aqui e veja no You Tube! Enfim, no geral foi uma boa experiência, não tão forte, mas também não-descartável. Se você tiverem um tempo, dêem uma passada por lá e confiram!

_
Rumos Artes Visuais – Trilhas do Desejo
Onde: Itaú Cultural
Até 10/05/2009

Where Am I?

You are currently browsing the mostras e exposições category at interessa?.