7 sambas para São Paulo

24/01/2012 § 1 Comentário

Mesmo passando muito tempo amando, depois odiando, depois suportando, depois tentando entender, acho que nunca homenageei publicamente a cidade de São Paulo – ou, pelo menos, não me lembro de imediato. Mas digo: gosto de viver aqui.

E, inspirado nessa seleção de músicas sobre São Paulo, feita pelo IG, resolvi fazer minha singela homenagem, escolhendo sete sambas que mostram alguns dos inúmeros, infindáveis olhares da cidade: seja um lamento nostálgico, um conto sobre o viver na cidade ou uma exaltação da sua vivacidade.

De qualquer modo, parabéns São Paulo. :)

 

1_ São Paulo, menino grande
Geraldo Filme | Geraldo Filme (1980)
 
2_ Garoa, resistência do meu samba
Tias Baianas Paulistas Memória do Samba Paulista | Tias Baianas Paulistas (2009)
 
3_ Roda de Sampa
Kiko Dinucci e Bando AfroMacarrônico | Pastichê Nagô (2008)
 
4_ Samba lá em São Mateus
Berço do Samba de São Mateus | Berço do Samba de São Mateus (2007)
 
5_ Praça Clóvis
Beth Carvalho | Canta o samba de São Paulo (1992)
 
6_ Praça 14 Bis
Dona Inah | Olha quem chega (2008)
 
7_ Vide verso meu endereço
Adoniran Barbosa | Adoniran Barbosa (1975)

 

 

Ps: minha intenção era colocar uns vídeos do youtube pra ilustrar minha playlist, mas como resolvi bancar o “indie-do-samba” não encontrei a maioria das músicas. Desculpem, ok? Mas ficam os vídeos da Dona Inah cantando Praça 14 Bis, no Samba da Vela (<3) e o Adoniran cantando Vide verso meu endereço. De qualquer modo, fica a dica dos outros sambas, menos conhecidos, para vocês ouvirem nesta data. :)

MASP / O vermelho e o vão

24/06/2009 § 1 Comentário

masp / o vermelho e o vão

Museu de Arte de São Paulo, mais conhecido como MASP, talvez este seja o símbolo mais significante da cidade de São Paulo, portanto, nada mais justo que começar uma série de re-visitas à cidade por este cartão postal. Essa categoria de textos não tem uma intenção turística, e sim uma intenção de voltar à raiz. Eu considero que raiz seja aquilo que me formou, direta ou indiretamente. O que pretendo aqui é falar sobre espeços visuais específicos da cidade. Podem ser os museus e galerias de arte, mas também as ruas, os bairros. O que importa aqui é a riqueza visual.

Se eu olho para o meu passado japonês, para o meu passado no interior do estado, meu passado de sonhos, eu também devo olhar para a cidade em que vivo e considero parte inseparável, apesar de achar que não deve existir uma “estética” paulistana, apenas algo semelhante ao pós-modernismo cru, uma fragmentação absoluta de tudo o que se pode imaginar. Uma visão abstrata feita de uma cidade de diversas imagens contrastantes.

masp e a avenida paulista

Fica uma tarefa árdua, então, escrever sobre esse símbolo. Representa muito, fala-se muito, mostra-se muito, reproduz-se muito… mas o que eu realmente vejo neste edifício tão incomum? Sabe-se da sua grandeza, das obras que possui, das crises que o aterrorizam, do trabalho educacional, mas seria apenas isso?

De cara ele me remete a um desejo criativo, de uma liberdade, de algo da cidade mesmo. Há um sofrimento em cada aresta, que quando se olha para a cidade, estando onde era o belvedere, só se intensifica e pode-se ver uma cidade que subiu, mas que não sabe bem quem ela é. Penso que todo paulistano guarda, mesmo que sem saber, um pouco disso, desse lado perdido e forte, d’uma melancolia brutal e construtiva, um grande desejo de ser alguém, mesmo que esse alguém continue perdido.

masp

E do alto de sua modernidade atemporal torna aquele espaço no meio da avenida um frescor, uma vontade que deixou de ser um breve sonho-projeto, para ser um marco desconhecido. E pensar, que apesar de toda essa influência, eu só fui conhecer o MASP por dentro, somente alguns meses atrás. Essa é sua glória e sina: todos têm um conhecimento íntimo, que ultrapassa a visita real, ninguém precisa entrar para ver, ninguém precisa mais desvendar sua história, ele é um grande monumento ao conhecido-esquecido.

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MASP (Museu de Arte de São Paulo)
Ano de Inauguração: 1947 (Instituição); 1968 (Edifício atual)
Endereço: Avenida Paulista, 1578 – São Paulo/SP

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