O Cravo após o Barroco

22/06/2009 § Deixe um comentário

Olá pessoal!

A notinha de hoje é para avisar vocês sobre o recital de cravo que vai acontecer nesta quinta-feira, dia 25/6, às 21h no Espaço Cachoera, comemorando a inauguração do cravo William Dowd, adquirido pelo centro cultural. A solista é Helena Jank, que irá tocar obras de Louis Couperin, Carl Philip Emmanuel Bach, Padre José Maurício, Osvaldo Lacerda e Gyorgy Ligeti, além de homenagear Maria Lúcia Nogueira, uma das melhores cravistas do Brasil e antiga dona deste cravo.

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Espaço Cachoera
Rua Monte Alegre, 1.094
Perdizes – São Paulo
Ingressos: R$ 20, 00
(meia entrada para estudantes, professores, músicos e aposentados mediante comprovação)
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Música direto de Recife

16/05/2009 § 1 Comentário

mombojó

Vou começar falando uma coisa pessoal, uma meta desse ano: deixar o preconceito de lado e abrir as portas ao novo. Falo isso porque ontem fui ao show de lançamento do CD e DVD Sintonizando Recife, que reúne quatro nomes da cena musical da capital pernambucana: 3 na Massa, China, Maquinado e Mombojó.

Nada mais justo, então, que o lançamento tivesse a presença dos quatro. Ontem, foi o dia do Maquinado e do Mombojó, duas bandas que eu já tinha ouvido falar, mas nunca havia tido contato. Ok, eu já tinha ouvido alguma coisa do Mombojó alguns anos atrás, gostei mas acabei nem indo atrás, sabe se lá o porquê! De qualquer modo, resolvi me aventurar, com dois amigos, e fui ao lançamento.

A primeira parte do show foi com o Maquinado, que sem sombra de dúvidas se tornou a “minha banda favorita desde que eu tinha 5 anos”! É um exagero, eu sei, mas é que esse pessoal me impressionou de uma tal maneira, sendo inimaginável horas antes, que até agora estou boquiaberto e feliz com essa “descoberta”. O som dos caras envolve diversos ritmos e estilos diferentes, mas sempre com uma coerência sonora e, principalmente, personalidade. Essa fusão de estilos pode até confundir um pouco, mas é tão natural e espontânea, que não demora pra você entrar nessa onda. Eu recomendo que todo mundo ouça essa banda e se delicie com o som!

Logo depois entrou o Mombojó, que tem bem mais nome (pelo menos eu já tinha ouvido falar muitas vezes mais do que o Maquinado) e fãs, que estavam ansiosos pelo começo. Quando a banda subiu e começou a primeira música, o público deu aquela boa vibrada, sugerindo que a maior parte do pessoal estava lá para vê-los. A minha primeira impressão foi de ouvir um “Arctic Monkeys Brasileiro”, eu posso estar viajando, e muito, mas foi o que me passou. E afinal, essa comparação, pelo menos pra mim, não é ruim. Mas depois da primeira música, a coisa enveredou para outro lado, o perfil mais “popular”, que simula um quê de Los Hermanos. Nessa onda, o show se tornou mais lento e comum, ao menos para um ouvinte de primeira viagem, como eu. Apenas no final o Mombojó retornou com mais personalidade e vigor, mas há essa hora eu já estava lá fora conversando com uma amiga.

O saldo geral foi ótimo e realmente fiquei fã do Maquinado. Rendeu também porque tirei várias fotos, de celular, que ficaram muito boas, pelo menos pra mim (digam o que acharam dessas duas). E por fim, eu posso dizer uma coisa, pra qualquer um que tenha algum receio de ir de encontro ao desconhecido: vá! Você pode se arrepender, sim. Mas também pode encontrar muitas coisas boas novidades.

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Show: lançamento do CD e DVD Sintonizando Recife

Artistas: Maquinado e Mombojó

SESC Pompéia – Choperia

Dia 15 de maio de 2009

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maquinado

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P.S.: Amanhã tem China e 3 na Massa, e com participações especialíssimas, como: Céu e Marina de la Riva! Se alguém for, me contem como foi! =)

Improvisações, do antigo ao contemporâneo

09/05/2009 § 1 Comentário

andre mehmari

Ontem, depois de tanto tempo, finalmente fui a um concerto de música erudita. Graças à iniciativa do SESC Avenida Paulista, que com seu projeto Fina Escuta, traz concertos de música erudita que contam um pouco da vasta história da música e sua relação com o popular.

Fazia tanto tempo mesmo, que até estava nervoso e ansioso. Mas vamos à apresentação de Dimos Goudaroulis e André Mehmari, num concerto de violoncelo e cravo com repertório do século XVII, composições contemporâneas e improvisações de ambos. E o melhor: essa foi apenas a primeira de quatro apresentações do Projeto Fina Escuta. (Clique aqui para saber mais). Sem falar que, não é todo o dia que alguém está tocando um cravo e um violoncelo piccolo (ambos instrumentos de época e em desuso). Por si só, isso já valeria o concerto! :)

Voltando ao concerto em si: Dimos é um violoncelista de fazer você ficar atordoado. Eu já havia visto uma apresentação dele, num passado um pouco distante, e desta vez, mais maduro, pude ficar ainda mais impressionado com a maestria de seu som. André Mehmari é um nome em alta, mas eu nunca tinha visto uma apresentação, ou sequer ouvido algo. Mas ontem, tudo mudou.

Como eu já disse, o concerto foi voltado à música antiga e sua relação com o contemporâneo, acrescentando digo ainda, e em relação com o jazz. Isso porquê neste período “antigo”, os compositores não escreviam a parte do baixo contínuo, deixando ao músico a tarefa de improvisar e criar algo na hora.

Na primeira parte do programa, ambos percorreram as sonatas de Vivaldi e Caporale, demonstrando uma estética próxima ao canto e à leveza. Dimos utilizou um violoncelo piccolo, para tocar a Allemande de Bach e a sonata de Caporale. Esse bloco terminou com o arranjo de Mehmari para o dueto de Monteverdi, originalmente para vozes.

O segundo trouxe a passagem para as composições autorais dos músicos e improvisações. Aqui a coisa fica meio inexplicável, pois a sintonia e a virtuosidade de ambos fez com que a apresentação se realizasse com extrema emoção. É necessário estar ali para ouvir, pois mesmo que eu tivesse uma gravação, seria inútil.

Termino mais uma vez agradecendo essa iniciativa e chamando vocês para irem lá e apreciarem. Vale lembrar que este programa tem um viés educativo, que se compõe desses concertos e de aulas, ministradas por Dante Pignatari (que organiza o projeto). Faltam palavras pra mim, sem brincadeira. Pra vocês terem idéia, assim que o concerto começou minha boca secou e eu pensei: tenho que voltar a estudar música.

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Projeto Fina Escuta – Concerto do dia 8 de maio de 2009

Dimos Goudaroulis (violoncelo e violoncelo piccolo)

André Mehmari (cravo e piano)

Fina Escuta

09/05/2009 § 2 comentários

Olá pessoal!

Vim aqui avisar sobre o projeto Fina Escuta, que acontece no SESC Avenida Paulista e que percorre um pouco da história da música, trazendo toda sexta do mês maio, um concerto de altíssima qualidade. Eu fui no primeiro, que ocorreu ontem (clique aqui e leia sobre) e foi fantástico! Super recomendo. :)

Deixo vocês com um resumo da programação das próximas sextas! Espero que interesse, aí vejo vocês lá!

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15 de maio de 2009

Lídia Bazarian e Giuliano Rosas

Concerto de clarinete e piano, com clássicos do século XX e repertório de música brasileira contemporânea

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22 de maio de 2009

Patrícia Endo e Dante Pignatari

Apresentação de canções brasileiras, de Alberto Nepomuceno a Arrigo Barnabé

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29 de maio de 2009

Marcelo Barbosa e Maria Teresa Madeira

Concerto de flauta e piano, com enfoque na relação entre música popular urbana e compositores eruditos

Virada Cultural 2009

02/05/2009 § 1 Comentário

virada-cultural

Brasil, notinha super rápida!

Amanhã, a partir das 18h, até às 18h de domingo, rola a Virada Cultural! Neste ano, um pouco reduzida, mas ainda sim com muitas e boas opções pra sair e se divertir. Não vou me alongar mais, porque se você quer saber mais sobre a Virada e sua programação, entre no site oficial e no IG, que está com uma ótima cobertura, e saiba mais.

Vou deixar com vocês a minha provável rota, assim, quem sabe a gente não encontra por aí, não é? =)

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2/5

18h15 – Palco Anhangabaú – Ballet da Cidade/Dualidade@BR

19h – Palco Anhangabaú – Ballet da Cidade/La Valse

19h45 – Palco Praça Ramos – MASS Ensemble/Earth Harp

23h30 – Palco Anhangabaú – Quasar Cia. de Dança/Só tinha de ser você

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3/5

0h – Palco Av. São João – Marcelo Camelo

1h50 – Palco Lgo. Sta. Efigênia – Curumin

12h50 – Palco Av. Rio Branco – Juliana Amaral e Gafieira Etc. e Tal

15h – Palco Av. São João – Novos Baianos

Um festival de emoções

24/03/2009 § 1 Comentário

just a fest

E cá estou! A crise de inspiração parece ter passado um pouco, então vamos lá! Ontem eu ia escrever sobre o que eu achei do Just a Fest, o festival dominical que teve como atrações o os Los Hermanos, o Kraftwerk e o Radiohead, mas não deu, então agora vai! Na real, vai ser difícil escrever alguma coisa clara mesmo. Como o próprio título diz, pra mim foi um festival de emoções. Sabem quando há algo no ar, uma grande ansiedade, aquela eletricidade frenética boa, sabem? Emoções mesmo. Enfim, foi o que eu senti quando o público começou a bater palmas para que os Los Hermanos abrissem logo o festival!

Quando eu ouvi os primeiros acordes de Todo o Carnaval tem seu fim, eu estava pegando um refrigerante, e foi ali, naquele pequeno segundo, que toda a emoção que eu falei, me veio à tona. O público gritava e cantava junto. Eu sai correndo e vi o público vibrando, foi bem emocionante só por isso. Claro que nem todo mundo estava ali para vê-los, mas de imediato ficou claro que seria uma grande experiência estar ali no festival, afinal se a “banda de abertura” já estava criando toda aquela energia, imagine no porvir…

Não vou me alongar muito em cada banda, porque cada uma merecia uma atenção especial e tudo mais, e eu nem sou crítico nem nada. Muita gente por aí não gostou do festival e tal, eu não sei bem o porquê, mas até deu pra perceber um climão durante os shows. Enfim, eu não simplesmente gostei, achei realmente emocionante!

Depois dos Los Hermanos, veio a banda “pré-tudo”, o Kraftwerk. Quando eu ouvi o disco, que alias eu deveria ter escrito algo e publicado aqui, eu não gostei, achei estranho. Tudo bem, eu não sou uma pessoa muito “eletrônica”, mas sempre tento abrir minha visão pra todos os lados. O que importa é que ao vivo eles são outra coisa. São tantas as possibilidades do que falar, do que eles influenciaram, da maravilha que foi, que eu apenas exprimo: toda banda, cantor, cantora, músico em geral, deveria ter um pouco mais deles. São quatro homens num palco, com projeções, falando assim parece chato, eu acharia chato! Mas eles transformam o espaço num espetáculo tão belo… que pro designer aqui, foi um achado. Virei fã!

Então, depois de Los Hermanos e Krafwerk, veio a tão esperada banda inglesa: Radiohead. E foi tão incrível! Deles eu mal posso falar, era preciso apenas sentir para ficar empolgado e radiante. Tudo bem que de onde eu estava tinha um povo bem “morto”, que nem batia palmas e gritava direito, mas no geral, havia uma explosão. Quando o show foi terminando, eu vi o público do alto e aí deu pra ver que toda a espera e a ansiedade, tinham sido compensadas. Foi um grande espetáculo!

Acho que ficou um texto bem meloso e sentimental, no entanto eu não procurei fugir disso mesmo. Foi tudo o que senti. Eu, um não-fã, um espectador passageiro, ocasional, que se emocionou com o show. Afinal, pra que pensar tanto, é só deixar fluir.

Quer ler mais sobre o festival? Clique aqui, aqui, aqui e aqui!

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foto: Augusto Gomes

Ser fofa e foda

15/03/2009 § Deixe um comentário

olivia byington

Existem milhares de categorias pra um cantor ou cantora ou banda, mas existe uma em especial que sempre me “comove”. Pra mim é ser fofa e foda, características claras de Olivia Byington.

Isso ficou muito bem evidenciado para mim ontem, quando fui assistir ao show de lançamento do álbum Perto, que é pura Olívia! No álbum ela, e apenas ela, canta e toca seu violão. No show o esquema se mantém e com muita qualidade. Sua música se eleva mais ainda e admiravelmente ela consegue ultrapassar a si própria, algo belíssimo de se ver. No início ela dá uma “explicação” do porquê de fazer um álbum “solo”, diz que tudo começou a surgir de uma vontade de estar sozinha no palco, algo como num monólogo teatral. Pois que com virtuosidade e intimidade, a bela Olivia conduz o show, transformando-o um espetáculo. Não apenas canta, mas também conversa, conta histórias, traz emoção.

Ela cantou quase todas as músicas do álbum, destaque para Anjo Vadio, da própria Olivia com Geraldo Carneiro, Alguém cantando, de Caetano Veloso, e New World, de outra fofa e foda, a Bjork. Outras canções foram incluídas no repertório, de modo complementar e deveras coerente, como Fotografia, de Tom Jobim, Por dentro das canções, de autoria própria e Thiago Torres da Silva, e Clarão, também dela, mas desta vez em parceria com Cacaso. De modo geral, um show bem completo e bom para se conhecer as possibilidades dela.

É aí então que fica bem claro que mulher, além de fofa é foda. Tocando o violão, ela é ok, mas cantando, é algo excepcional. E quem diz isso sou eu, que não sou muito chegado num “voz e violão”, mas dou meu braço a torcer para esta divina carioca. Com sua voz clara somos revelados à delicadeza de um mundo, aos sentimentos fugazes, à simplicidade comovente da música sincera. Foi mais ou menos assim que eu cheguei a uma outra conclusão: em sua voz não há nada que não fique belo.

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Show:
lançamento do álbum Perto
Artista:
Olivia Byington
SESC Pompéia – Teatro
Dia 14 de março de 2009


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